Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Resposta a ADFP

Estamos novamente respondendo a sugestões e críticas do Paraolímpico. Desta vez do Sr. Mauro Vincenzo Cláudio Nardini - Presidente da ADFP - PR e do Sr. Benedito Rodrigues de Oliveira - Técnico de Tênis de Mesa da mesma entidade. Conforme já falamos em outra postagem do BLOG, estas sugestões e críticas são bem intencionadas e certamente servirão para o nosso crescimento. Tendo em vista que são muitas sugestões e que respeitamos a experiência de quem milita no meio há vários anos, iremos responder mais este email e iremos promover uma reunião no Rio de Janeiro em breve para discutirmos ponto a ponto e tentarmos um consenso, inclusive com a presença de um representante do CPB, que servirá como moderador. Já orientei a líder Rosiane a definir uma data em agosto ou setembro, que será comunicada em breve a todos.

MANIFESTO PARAOLIMPICO DA MODALIDADE DE TÊNIS DE MESA

Em nenhum momento, quer seja como Técnico de Tênis de Mesa da ADFP/PR ou como TD (Technical Delegate) da ITTF PTT DIVISION tenho questionado a qualidade da Logística da CBTM na montagem de Eventos em nível Nacional ou Internacional, devido sua estrutura, planejamento e ótima organização.
Eventos como o Parapanamericano - Rio/2007 e o 14th World Veterans Championships (Campeonato Mundial de Veteranos) também no Rio de Janeiro/2008 são exemplos marcantes dessa capacidade tecnológica, administrativa e do Knowhow dos seus profissionais, bem como de um patrimônio invejável adquirida pela CBTM ao longo dos anos, e que é muito bem dirigido pelo médico e Presidente Sr. Alaor Gaspar Pinto Azevedo.
Em razão disso, apenas o Brasil, Slovakia e Slovênia foram os três paises indicados para sediar etapas do Circuito Mundial em Eventos de Fator 40 no ano de 2009.
R. CBTM - Mesmo sendo eventos fator 40 ocorreram vários problemas, desde a hospedagem até o local de jogos.

Os dois primeiros Eventos com Fator 40 já foram realizados, sendo na Slovakia entre os dias 21 e 26 de abril de 2009 e na Slovênia entre os dias 05 e 10 de maio de 2009 e teve a participação do Brasil, com uma delegação com seis Atletas, um Técnico, um Fisioterapeuta, um Chefe de Delegação e um apoio feminino para as duas Atletas que jogam em cadeiras de rodas.
O terceiro Evento que é de responsabilidade do Brasil acontecerá na cidade de Brasília - Distrito Federal entre os dias 26 e 29 de novembro de 2009 e, tenho certeza que será o melhor organizado desses Eventos.
Quando a ITTF concordou e aceitou assumir a responsabilidade de administrar e controlar o Tênis de Mesa Paraolímpico, não tive dúvida de que essa parceria tinha tudo para dar certo, pois a ITTF criou dentro de sua estrutura uma nova divisão com o nome de ITTF PTT DIVISION e, sabiamente manteve toda a estrutura administrativa do IPTTC (Comitê Internacional Paraolímpico de Tênis de Mesa), ficando desta maneira, tanto o Tênis de Mesa Olímpico e Paraolímpico sob a responsabilidade de uma mesma Federação Internacional (ITTF).
Portanto, embora a responsabilidade final de contato com a ITTF seja de apenas uma Entidade nacional, paises mais avançados tecnicamente na modalidade de Tênis de Mesa Paraolímpico continuam mantendo as suas Associações responsáveis pelos jogadores cadeirantes e andantes com deficiências.
R. CBTM – A Federação Internacional (ITTF) deu um prazo para que as entidades filiadas a ela (que só pode ser uma em cada país, de acordo com o estatuto da mesma) façam esta mudança gradativamente. Em nosso caso o CPB avaliou e decidiu, tendo em vista a nossa organização e estrutura fazer a mudança imediatamente.
Se, verificarmos no Calendário da ITTF PTT de 2009, toda a organização dos Eventos com Fatores 20, 40, 50 e 80 são das entidades que coordenam e administram o desporto para pessoas com deficiências e continuam ativas em seus paises.
Paises como a Alemanha, França, Inglaterra, USA, Espanha, Itália, Japão, China, Argentina, Venezuela e muitos outros, continuam administrando o Tênis de Mesa Paraolímpico.
R. CBTM – Vamos comentar sobre a Federação Argentina, que não apoia e cujo Open tem inúmeras falhas.

Como exemplo, tivemos a participação da Delegação Brasileira em dois Eventos de Fator 40 na Europa, sendo a primeira na cidade de Piestany na Slovakia que teve como organizador a Slovakia Sports Association for Disabled e Slovakia Paralympic Committee, com suporte da Slovakia Table Tennis Association.
R. CBTM - O evento em Piestany na Slovakia vem sendo criticado nos últimos anos pela falta de estrutura, etc. Neste ano não foi diferente, sendo alvo de críticas duríssimas. A nossa delegação teve sérios problemas com hospedagem. O local dos jogos e toda a sua estrutura estava muito longe do ideal, mostrando a falta de profissionalismo. Podemos enumerar várias falhas, mas as mais graves foram: hospedagem e os banheiros adaptados no ginásio.

A segunda participação do Brasil na cidade de Lazko na Slovênia, que também teve como organizador o Paralympic Committee of Slovenia.
Passo abaixo mais quatro eventos que acontecerão ainda em 2009 e cujos organizadores são entidades responsáveis pela modalidade de Tênis de Mesa Adaptado:

1º)- Evento na Jordânia- Organizadores: Jordan Sports Federation for the Handicapped e Jordan Paralympic Committee;

2º)- Evento na Venezuela - Regional Parapanamericano- Organizador: Federación Venezolana de Deportes sobre Silla de Ruedas;

3º)- Eventos na Korea- Organizador = Korea Table Tennis Association for the Disabled (KTTAD).
Observação - O evento está sendo realizado como teste para o Campeonato Mundial de 2010, que será na Korea e terá o mesmo organizador acima mencionado.

4º)- Eventos na Argentina - Organizador: Federación Argentina de Tenis de Mesa Adaptado – FATEMA
Suporte: Copar - Comitê Paralimpico Argentino.

R. CBTM: Eventos organizados pelas entidades paraolímpicas de cada país somente mostra o descaso que a modalidade paraolímpica tem. O que tivemos oportunidade de perceber é que apesar de serem eventos fator 40 na Eslováquia e também na Eslovênia, são eventos completamente desorganizados, fruto da falta de profissionalismo destas entidades. Nas Américas, na Argentina sempre foi mal organizado e seguramente será também na Venezuela. Na Europa o que se vê são péssimos eventos seguidos de outros piores onde ninguém reclama. Afinal todos são organizadores, atletas, técnicos. Uma grande família unida para concordar com eventos de péssima qualidade. Estamos tranqüilos para dizer isto, pois enviamos relatório oficial a ITTF falando sobre o baixo nível dos eventos fatores 40 até agora.

Os exemplos acima citados são apenas para mostrar que alguns dos paises mais avançados tecnicamente na nossa modalidade continuam sendo administrados pelas entidades nacionais responsáveis pelos desportos aos atletas paraolímpicos, e apenas recebendo o suporte necessário afins da entidade nacional filiada a ITTF (Federação Internacional de Tênis de Mesa), que no caso do Brasil, corresponde a CBTM como a entidade nacional regularmente filiada a ITTF.
Torno repetir que respeito muito à capacidade administrativa, logística e o quadro de Recursos Humanos que a CBTM possui e da sua capacidade em organizar um Evento, principalmente, voltado ao atleta olímpico.
No entanto, ao trabalhar com os atletas paraolímpicos a CBTM mostra a sua fraqueza e inabilidade, ao querer dar igualdade de condições dos olímpicos.
A única maneira para CBTM dar condições de igualdade entre um atleta olímpico e um paraolimpico é tratá-lo como atleta com deficiências físicas e, que por isso mesmo, necessita de cuidados especiais.
Podemos apontar vários itens de acessibilidades que devem ser observados quando se trabalha com deficientes físicos, sejam eles andantes ou cadeirantes (usuários de cadeiras de rodas):
R. CBTM: Temos total ciência dos itens abaixo relacionados, porém na maioria das vezes nunca foram feitos pela antiga administração (CBTMP).

A) – Transporte - ônibus ou outro veículo deve ser adaptado;
R. CBTM: O transporte é por conta de cada clube.

B) – Hotéis - Devem ser adaptados, pois tanto os cadeirantes como os andantes com deficiências devem caminhar facilmente dentro das acomodações;
R. CBTM: A escolha do hotel é por conta de cada inscrito. O que podemos fazer é fazer indicações. Não diferente sabemos da enorme dificuldade em encontrar hotéis adaptados , ainda mais em Campo Grande,mas a partir do próximo evento estaremos indicando hotéis (independente do valor) adaptados para que os mesmos ciência de que nosso trabalho esta sendo realizado e que como os mesmos sabem é extremamente difícil encontrar um hotel adaptado em qualquer lugar no Brasil e não falta de interesse em pesquisar e divulgar tal opção.

C) - Banheiros/Toilets - Devem ser adaptados com portas que possam passar uma cadeira de rodas e que tenha no mínimo 80 cm. de largura, bem como uma cadeira de plástico sob o chuveiro e que este também seja adaptado;
R. CBTM - Idem

D) – Elevadores - com portas mais largas do que 80 cm. e que caiba mais do que uma cadeira de rodas, tendo como medida correta necessária de 95 cm.
R. CBTM - Idem

E) - Área de Alimentação - As portas devem ser acessíveis para cadeirantes, talvez duas ao mesmo tempo e deve ter espaço para os cadeirantes se movimentarem livremente, bem como se for sistema de Self-service, deve haver uma pessoa disponível para ajudar o cadeirante carregar a comida;
R. CBTM - Idem

F) - Local de Competição - Deve o usuário de cadeira de rodas e andantes com deficiências acessar facilmente a entrada principal sem ajuda nenhuma.
R. CBTM - Nunca tivemos reclamações a respeito, mas iremos observar isto. Fora do Brasil a entrada de atletas, por exemplo na Eslováquia, é pior do que qualquer etapa de evento nacional.

Observação - Os banheiros do Ginásio devem ser adaptados com suportes na parede perto da Toilet (bacia) e dos chuveiros.
R. CBTM – Iremos observar. Mas na Europa são utilizados banheiros químicos fora do ginásio. A estrutura solicitada nunca foi vista em eventos anteriormente.

G) - Área dos espectadores - Tanto os cadeirantes como os andantes devem ter condições de acessar facilmente a área dos espectadores;
R. CBTM – Iremos observar. Mas é importante mencionar que na Europa nas competições fator 40 ficam todos na área de jogo, um caos total e ninguém reclama, ao contrario gostam da ficar lá vendo os jogos de perto, dando instruções durante o jogo, o que nunca deveria acontecer numa competição neste nível. A estrutura solicitada nunca foi vista na maioria dos eventos no país.

H) - Área de Competição - Deve dar condição para as seguintes situações:
1)-Piso adequado para o uso de usuário de cadeiras de rodas;
2)-Iluminação - Deve estar de acordo com a Regra vigente da ITTF;
3)-Mesas-Aprovadas pela ITTF e de acordo com as emendas da ITTF PTT;
4)- Fatores externos - sem interferência de luz solar ou ventos na área de jogo;

R. CBTM: Um erro não justifica o outro, mas é importante mencionar que no Campeonato Brasileiro em Caldas Novas - Goiás, o local foi aberto com sol e vento. Foi necessário mudar o posicionamento das mesas em função do sol.

5)- Ball Boys - Deve haver ball boys para ajudar os cadeirantes durante uma partida (pegadores de bolinhas);
R. CBTM: Em vários eventos anteriores a CBTM não havia pegadores de bolinhas. Em todos os eventos da CBTM colocamos pegadores de bolinhas.

I) - Atendimento médico - É importante a presença de um médico ou enfermeiro para atendimento de urgência.
R. CBTM – Idem.
Portanto, se um organizador seguir os itens acima mencionados com relação à acessibilidade dos deficientes, não tenho dúvida nenhuma de que não terão reclamações a respeito do evento.
É evidente que, organizar uma competição é muito mais complexo do que foi colocado acima, pois vai envolver totalmente a parte administrativa e logística para que esse evento corra perfeitamente dentro dos prazos estabelecidos.
Dentro do acima mencionado, a CBTM tem usado com perfeição a sua logística, no entanto, devo colocar uma série de erros que vem acontecendo no atendimento ao atleta paraolímpico.

R. CBTM: O itens acima destacados são por nós observados e cumpridos nas etapas de Copa Brasil

Por exemplo: COPA BRASIL Sul/Sudeste – Rio de Janeiro-maio/2009:

1)- Hotel - Embora o Hotel indicado pela CBTM ficasse mais próximo do Ginásio não era adaptado, além do elevador funcionar apenas da garagem até a recepção e para se atingir o 2º andar seria necessário usar a escada.
A atleta Rosângela Azevedo Dalcin da ADFP/PR pesquisou através da Internet e após muitos telefonemas aos Hotéis pesquisados acabou indicando aos outros atletas da ADFP/PR o GUARATIBA PARQUE HOTEL localizado em Santa Cruz, na Estrada da Pedra mais ou menos 15 km. do Ginásio Miécimo da Silva - Bairro Campo Grande, apresentando boa acessibilidade, embora não fosse adaptado também.
A atleta Soraia Alvarenga também da ADFP/PR, moradora na cidade de São Paulo acabou informando e reservando aos atletas de São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e um atleta de Rondônia o mesmo Hotel.
R. CBTM – Iremos indicar hotéis melhores nos próximos eventos.

2)- Local de Competição - Bom piso e com ótimo espaço para distribuição das mesas;

3)- Iluminação - Inadequada para uma competição para jogadores usuários de cadeiras de rodas, quando os mesmos ficavam em determinado lado da mesa. Pois a iluminação que ficava na lateral do Ginásio ofuscava a vista dos jogadores que ficavam de frente para a luz, atrapalhando totalmente o desempenho dos referidos atletas;
R. CBTM: Iluminação – Tivemos os problemas de iluminação já citados anteriormente e infelizmente dependíamos de terceiros. Mesmo com total cobrança houve o atraso citado. Já em Goiania tudo foi corrigido e pretendemos não repetir o erro.

4)- Horários – Foi totalmente prejudicado em razão da iluminação, pois a empresa responsável pelo aumento da luminosidade, desistiu em colocar mais lâmpadas devido a altura do Ginásio, atrasando em duas horas o inicio da competição;
R. CBTM: Horários – Tem inteira razão. Devido a problemas de iluminação a competição teve um atraso de duas horas, mas teve seu término no horário previsto.

5)- Banheiros - Infelizmente, nenhum banheiro era adaptado para a competição de jogadores paraolímpicos, tanto do lado masculino como do feminino.
R. CBTM: Banheiros – A afirmação não corresponde a verdade. Tínhamos dois grandes banheiros com dimensões de porta de no mínimo 1m ( pois na verdade eram 2 portas) que estavam no local próximo a câmara de chamada dos atletas, próximo também ao local de premiação.

Observação: Sabemos que vários jogadores necessitam fazer o CAT-Cateterismo que é o esvaziamento da bexiga por via de um Cateter devido sua incapacidade de urinar, e devendo ser realizado várias vezes durante o dia, ou no mínimo a cada 2,30 a 3.00 horas, daí a importância de banheiros adaptados e, principalmente limpos para se evitar infecções;
R. CBTM: Já respondemos acima. Novamente um erro não justifica outro, mas é importante mencionar o evento da Eslováquia, que péssimo

6)-Área de descanso ou repouso - É muito importante que tenha uma área de descanso para atendimento, principalmente dos tetraplégicos, embora os jogadores paraplégicos também sintam necessidade de algum repouso.
R. CBTM: Será providenciado em outros eventos, sempre que o espaço do ginásio permitir.

Observação: Devido ao cansaço de uma viagem e da própria competição, além da pressão psico-emocional, muitos jogadores sofre com a ESPASTICIDADE que é o aumento da contração muscular que ocorre reflexamente. Os indivíduos espásticos às vezes necessitam de fixação para manter-se em pé ou em uma cadeira de rodas.

7)- Atendimento de urgência - Em razão da fadiga de uma competição os atletas paraolímpicos necessitam de uma avaliação da pressão arterial e, aí a presença de um médico ou de um enfermeiro é muito importante.
Observação: A pessoa que estava atendendo algumas emergências, não pode atender vários atletas que o procuraram, pois não tinha o esfigmomanômetro (aparelho) para medir pressão, nem na parte da manhã e nem na parte da tarde.
R. CBTM: Conforme fora relatado houve dois atendimentos de urgência realizados em publico no local pelo SAMU fazendo inclusive a remoção dos pacientes para hospital mais próximo e no que diz respeito ao fisioterapeuta Rodrigo Nascimento, não houve em nenhum momento qualquer reclamação sobre o mesmo. Pelo contrario , inúmeros elogios foram feitos por diferentes tipos de atletas , (olímpicos e paraolimpicos) sobre o atendimento exemplar do mesmo.Foi inclusive tema de matéria para o nosso site realçando o brilhantismo do mesmo.

8)- Área de Alimentação - Devido ao pouco tempo reservado para o horário de almoço e, principalmente, em razão dos cadeirantes não conseguirem deslocar com rapidez naquele tipo de calçada resolveram pedir o almoço.
Infelizmente, o local reservado para o almoço era pequeno para a quantidade de jogadores cadeirantes, os quais tiveram que se virar como podiam para almoçar.
R. CBTM: Iremos avaliar um espaço melhor nos próximos eventos, sempre que o ginásio permitir.

9)- Arbitragem - Trabalho perfeito da arbitragem e sem nenhum questionamento;

10)-Premiação-Muito bem preparada a cerimônia de entrega da premiação dos atletas;

11)-Troféu Eficiência - Houve premiação para os três Clubes mais eficientes e mais uma vez a ADFP/PR recebeu o Troféu de Campeão, repetindo o feito da Copa Brasil acontecido na cidade de São Caetano do Sul em 2008. Portanto, a ADFP/PR sagra-se Bi - Campeã da Copa Brasil Sul/Sudeste.
R. CBTM - Parabéns por esta fantástica conquista.

COMENTÁRIOS: Após o término da inscrição para o Evento Copa Brasil na cidade do Rio de Janeiro, a CBTM publicou a composição das chaves das classes paraolímpicas e também do Rating e Ranking e, ao mesmo tempo, deu um prazo de 48 horas para reclamação com relação às inscrições e composição das chaves.
Após verificar a composição das chaves das classes paraolímpicas, enviei um e-mail a CBTM apontando as possíveis falhas encontradas e pedindo para que as corrigissem e, cujas falhas aponto abaixo:

R. CBTM: Inscrições – Não iremos mais fazer competições com menos de 7 atletas, conforme já determinado com a Coordenadoria de Banco de dados.

1)-Classes combinadas 1 e 2
1.1-Classe 1 com 3 jogadores
1.2-Classe 2 com 4 jogadores
Teve a seguinte formação de chaves:
Chave A: Com três jogadores da Classe 2
Chave B: Com três jogadores da Classe 1 e um jogadores da Classe 2.
2 – Classes combinada 8 e 9 :
06 (seis) jogadores da classe 8;
05 (cinco) jogadores da classe 9
OBSERVAÇÃO: Informei que numa combinação de Classes (classe 1 e 2) , cada Grupo ou Chave deve ter pelo menos um jogador de cada Classe.
Infelizmente, não aceitaram a minha informação e sugestão, no entanto, essa minha informação está de acordo com as Regras e Regulamentos da ITTF PTT - 7ª edição - na secção 2 – Regulamentos para Competições Internacionais - 2.6.3.5-Combinação de Classes.
Informei também que havia jogadores e clubes suficientes para que as Classes 8 e 9 fossem separadas.
Fiquei surpreso, pois quem respondeu ao meu e-mail foi o próprio Presidente da CBTM Sr.Alaor Azevedo que escreveu, “Agradecendo pelo meu interesse que sempre é muito importante e disse que o Luciano iria responder, mas sugeriu que eu lesse o Regulamento de Competições, onde tem número mínimo para fazer competição e o emparceiramento é feito pelo Rating e eventualmente pelo Ranking nacional. Pediu ao Gustavo que enviasse o Regulamento Geral de Competição para que eu opinar, mas com alterações somente para 2010 e disse que existia Nota Oficial pedindo sugestões e, que infelizmente eu não o fiz”.
Confesso que a minha surpresa tem duas interpretações distintas:
1ª)- Positiva - Demonstra que o Presidente Sr.Alaor Azevedo acompanha junto a sua equipe a montagem dos Grupos do Rating, Ranking e das Classes, bem como lê todos os e-mails que são direcionados a CBTM, daí ele ter respondido ao meu e-mail;
2ª)- Negativa - Demonstra também que o Presidente Sr. Alaor Azevedo não percebeu ou não se lembrou que foi acrescentado no Capítulo XI- DAS COMPETIÇÕES INDIVILDUAIS- Art. 24- Copa Brasil Série Ouro, no item SISTEMA DE COMPETIÇÃO- 1.1- “Caso não ocorra inscrição de um mínimo de sete atletas oriundos de três instituições diferentes em uma determinada categoria e quatro atletas oriundos de duas instituições diferentes para as competições por Classe, essa Classe não será realizada.”
Pareceu-me que, embora educadamente o Sr. Presidente Alaor Azevedo quis dizer que antes de eu questionar deveria ter lido e entendido as Regras do Regulamento de Competição da CBTM, no entanto, durante o ano de 2008, enviei vários e-mails ao Sr. Luciano apontando as pontuações corretas dos jogadores da Região Sul/Sudeste e, que foi muito bem recebido e acatado pelo Sr. Luciano.
Isto quer dizer, que um Técnico tem que conhecer muito bem o Regulamento de Competição, para evitar que seus atletas sejam penalizados desnecessariamente, bem como lutar pelos direitos dos atletas.
Retornei o e-mail ao Sr. Presidente Alaor Azevedo agradecendo a rápida resposta anterior e, mais uma vez afirmei que a combinação das classes 8 e 9 estava errada, conforme consta no Sistema de Competição acima mencionado e que as referidas Classes deveriam ser separadas.
Respondeu que o Luciano iria averiguar e, realmente mais tarde recebi e-mail do Sr.Luciano da CBTM comunicando que as Classes 8 e 9 tinham sido separadas.
Observação: Mais uma vez, dou meus parabéns à equipe de profissionais da CBTM que sabe aceitar e corrigir eventuais falhas ocorridas!
As falhas acima mencionadas referiram-se ao Evento Copa Brasil acontecida no Rio de Janeiro, no Ginásio Miecimo da Silva em maio de 2009.
Portanto, são falhas possíveis de serem corrigidas, a partir do momento que a competição for dirigida, efetivamente, aos atletas paraolímpicos, com seus direitos básicos respeitados, tais como: acessibilidade e locais adaptados (banheiros, área de descanso, área de alimentação).

Por que área de repouso ou descanso?
Temos jogadores, principalmente, os tetraplégicos que necessitam ficar fora das cadeiras de rodas, para poderem descansar ou repousar efetivamente.
A mãe do atleta tetraplégico Classe 1-Denis Hatori Matias da ADFP/PR teve que procurar uma sala para ser usada como Área de descanso, ainda, bem antes de começar a competição que tinha inicio marcado para 8,00 horas, e já estava com um atraso de 2 horas. É extremamente cansativo para um atleta usuário de cadeira de rodas, que sempre tem que se levantar em torno das 5,30 horas, em razão do uso da Toilet, colocar agasalho, tomar café, além da perda de tempo com transporte (entrar e sair), sem contar a distância do Hotel ao Ginásio, pois estamos lidando com pessoas com deficiências físicas que os diferem dos atletas olímpicos, e por isso mesmo, se quisermos dar igualdades de condições, devemos respeitar suas deficiências, pois cada atleta paraolímpico tem a sua especificidade.

COMENTÁRIOS SOBRE ALGUMAS DECISÕES DA CBTM

A) –APOIO - Durante os Jogos Paraolímpicos da China em 2008 o Tênis de Mesa não teve o acompanhamento de uma pessoa como apoio, já que o Fisioterapeuta que acompanhava a modalidade, tivera a função exclusiva de Fisioterapeuta, bem como foi dito que a função da Rosiane Figueiredo era apenas administrativa.
Desta maneira, o tetraplégico Sr.Hemerson Leocadio Kovalski Classe 2, teve que se virar sozinho, bem como o atleta Carlo Di Franco Michell teve que contar a ajuda de outros atletas, para colocar as meias, já que o mesmo não dobra os joelhos.
Assim, como foi dito que as funções das duas pessoas que acompanhavam a modalidade eram exclusivas, então a função dos jogadores era apenas jogar, e não servir de apoio de outros atletas.
Observação: A CBTM diz que quer dar igualdade de condição dos olímpicos aos paraolímpicos!
Será essa uma das igualdades que a CBTM quer dar aos paraolímpicos?

R. CBTM: Tínhamos um fisioterapeuta e mais três técnicos para dar o atendimento. Demos todo o atendimento necessário ao Carlo Michell e o Sr Hemerson Kowalski nunca estava sozinho uma vez que os quartos eram vizinhos e cada um tinha cerca de seis pessoas. No dia da volta ele passou mal e inclusive foi a Srta Rosiane que ficou junto com a área médica do CPB prestando socorro. Temos que para de pensar que Staff é somente carregador de malas e compras dos atletas. Ela teve função importantíssima na delegação cuidando dentre outras coisas dos problemas de uniformes, transporte para o ginásio, alimentação no local de competição e cuidou de toda a divulgação da participação do Brasil no site da CBTM.

B) –Hotel - É importantíssimo que a CBTM se preocupe em indicar Hotéis adaptados, seja em nível Nacional ou Internacional.
Observação: Na ultima viagem que a Delegação Brasileira fez à Europa, ficaram em um Hotel na Slovakia que não era adaptado, assim como, o Hotel indicado pela CBTM na última Copa Brasil na cidade do Rio de Janeiro não era adaptado
R. CBTM – No caso do evento no exterior, nós somos obrigados a ficar no hotel oficial, que é determinado pela Organização. Neste caso o erro foi da Associação Eslovaca Paraolímpica, que não tem nível e profissionalismo para organizar estes eventos e já o faz com baixo nível há vários anos. Sobre o evento do Rio de Janeiro já foi explicado, apesar de não ser nossa obrigação definir hotéis para os eventos conforme o Regulamento Geral de Competições. Mas estamos gradativamente assumindo isto, ainda temos que melhorar.

O elevador funcionava apenas da garagem até a recepção e, para se deslocarem aos andares superiores teriam que usar a escada.
Atitude como a não indicação de Hotéis adaptados, bem como outros locais não adaptados, mostra aos atletas paraolímpicos e aos Presidentes de Entidades Nacionais voltados aos desportos para deficientes e, principalmente, aos Presidentes dos Clubes ou Associações que trabalham a iniciação das modalidades esportivas que a CBTM continua ignorando a diferença entre paraolímpicos e olímpicos.
Ainda com relação permanência de atletas em Hotéis, o ideal é que os atletas com dificuldades físicas mais acentuadas fiquem com atletas menos comprometidos no mesmo quarto.

R. CBTM: O Hotel na Eslováquia era péssimo, na Polônia em 2008 pior e na Argentina no CENARD o Brasil sempre fica na parte não reformada, que é muito ruim. Apesar de um erro não justificar outro.

C) – Sugestões - A CBTM não tem ouvido as opiniões e sugestões dos atletas paraolímpicos e nem os deixam opinar como ocorreu nessa última viagem da delegação brasileira na Europa, quando houve reunião voltada para os atletas opinarem a respeito da nova regra de serviços (saques) para cadeirantes e, também a respeito de se usar KO sistema nos eventos de equipes.

Lamentavelmente, embora os atletas tenham demonstrado interesse em participar da reunião de atletas, quem participou foi TEAM LEADER do Brasil e é assim, que aparece no Relatório do francês Vincent Boury, que é o Representante dos Atletas junto ao ITTF PTT, portanto, o Brasil foi o único país a comparecer com uma pessoa que não é atleta.
R. CBTM: Estiveram presentes na reunião dos atletas o Edimilson Pinheiro e o Hemerson Kowalski. O Chefe de Delegação não participou da reunião pelo fato de ela ter sido elaborada para os atletas.

D) - Local de Competição - A indicação de local de competição muito afastado do centro de uma cidade, aumenta muito o custo de participação de um atleta (viagem, Hotel, alimentação, transporte interno) e, desta maneira, deixa o atleta com reais dificuldades em participar de uma competição internacional, único meio de subir no Ranking Mundial devido falta de verbas.
R. CBTM: Está em estudo

E) - Data do Evento - A CBTM deveria rever a data do Evento Paraolímpico, pois muitos jogadores estão tendo problemas em seus empregos, já que estão faltando três dias por semana, além de perderem também o descanso remunerado, o que lhes dará um bom desconto em seus salários.
R. CBTM: Este assunto está em estudo desde o primeiro semestre. Veremos a possibilidade para os próximos eventos da temporada de 2010.

F) - Sistema de Ranking - A CBTM deveria usar o mesmo sistema do Ranking Internacional e manter um Ranking Geral Brasileiro, pois no momento, temos apenas o Ranking dividido por Regiões Sul/Sudeste e Centro/Norte/Nordeste, separado por cada ano de competições.
Como está havendo apenas a disputa do individual por Classes, está saindo muito caro à participação de um atleta, que às vezes, tem jogado apenas duas ou três partidas dependendo do Grupo sorteado.
Portanto, será muito importante que a CBTM inclua o Evento de Open nas competições, não só para haver mais confrontos de atletas, mas também uma maneira de se avaliar tecnicamente o desempenho dos mesmos.
Neste caso, acredito que poderíamos empregar o sistema de Rating, fazendo com que os atletas cadeirantes joguem apenas contra cadeirantes, bem como os andantes com deficiências joguem contra outros deficientes andantes, embora estes devam jogar contra os andantes olímpicos, pois os sistemas de saques são os mesmos para ambos.
R. CBTM: Somos a favor de haver a integração do Olímpico com o Paraolímpico e para nós a competição de open só tem serventia para avaliar a classificação funcional de atletas que não passaram pela mesma.

G) - Inscrições Internacionais - A participação em uma competição internacional é muito cara para qualquer atleta brasileiro, principalmente, se essa competição for num país da Europa ou da Ásia, devido a grande distância que os separa.
A maioria dos atletas brasileiros não possui apoio financeiro (bolsa de esporte, patrocínio), portanto, tem grande dificuldade para compor a soma necessária para cobrir um evento internacional, e ainda para complicar um pouco mais, a CBTM está cobrando o valor de R$250,00 de cada atleta para autorizar a sua participação em um evento internacional.
Será que os custos bancários são tão caros, para que a CBTM cobre de cada atleta e staff o valor de R$250,00 para fazer a remessa do valor da inscrição na competição internacional?
R. CBTM: Os valores são aprovados em Assembléia Geral da CBTM pelas Federações filiadas e são os mesmos para o olímpico. Em casos especiais podemos conceder descontos ou até não cobrar a taxa, basta fazer uma petição para isto.

H) - Classificação Internacional - A maioria dos organizadores de Eventos Internacionais oferece a classificação funcional internacional aos atletas que possuem apenas a classificação nacional sem nenhum custo.
No entanto, a CBTM instituiu corretamente a obrigatoriedade ao atleta ser classificado nacionalmente para participar de um evento. No entanto, o atleta deverá agendar a sua classificação até cinco dias antes do encerramento do prazo de inscrição com o Classificador oficialmente indicado pela CBTM para a sua Região e pagar o valor de R$100,00. Esse valor deverá ser usado pelo Classificador para cobrir as despesas necessárias na classificação do atleta, como por exemplo: aluguel do local a ser usado para a classificação, transporte do classificador, etc. Se por acaso, o atleta que necessite ser classificado não more na mesma cidade do Classificador Oficial da CBTM, o mesmo terá mais custos para acrescentar nas despesas de participação do evento: Passagens, Hotel, alimentação e perda de dia de trabalho, caso não consiga agendar a classificação para um fim de semana.
Tudo isso, poderá ser evitado se a CBTM fizer a referida classificação funcional um dia antes da competição, já que todos os atletas chegam um dia antes da competição.
A CBTM poderá pagar os serviços do Classificador, pois o valor de inscrição paga pelo atleta em uma competição deverá cobrir esse custo.

R. CBTM - Estamos investindo na classificação nacional e formando novos classificadores. Tratam-se de profissionais e não voluntários, portanto o serviço deve ser pago. Além disto nossa filosofia é preparar as tabelas e a programação dos jogos com antecedência, para que os atletas possam se preparar para os jogos. Isto fazemos no Olímpico há vários anos com bons resultados. Somos totalmente contrários as tabelas e classificação funcional serem feitas na véspera dos eventos, isto só prejudica os atleta mais talentosos e que se preparam bem para as competições. Já apontamos isto a ITTF e iremos lutar para que nos eventos internacionais as tabelas sejam publicadas com mais antecedência.

I) – Bolsa de Esporte – A CBTM foi muito infeliz quando em Nota Oficial informou os critérios para solicitação de Bolsa-Atleta por atletas paraolímpicos.
Pois inicialmente, colocou o seguinte: “Tendo em vista a necessidade de otimização dos recursos públicos e dentro dos modernos princípios de transparência, a CBTM adotará critérios de preferências e prioridades para a confecção da listagem dos possíveis contemplados com a Bolsa Atleta, que terá como base os resultados técnicos nos diversos eventos nacionais e internacionais, que serão os seguintes”.

Com relação à Bolsa – Atleta Internacional e a Bolsa – Atleta PARAOLÍMPICA, colocaram normas sobre uma LEI FEDERAL como aparece na NOTA OFICIAL Nº187-2008 DE 06/10/2008:

Bolsa – Atleta PARAOLÍMPICA

Resultados individuais nos últimos Jogos Paraolímpicos levando em consideração o número de competidores em cada classe:
8 a 16 competidores - 1º ao 3º lugares
17 competidores ou mais – 1º ao 8º lugares.
A informação acima mencionada fez com que vários atletas paraolímpicos solicitassem uma posição da CBTM com relação à LEI FEDERAL que era muito clara em sua posição sobre os direitos adquiridos dos atletas que participaram da PARAOLIMPÍADAS.
Em razão dessas solicitações, a CBTM passou nova informação através da NOTA OFICIAL NÚMERO 187-A/2008 de 10/10/2008:
“A Coordenadoria Administrativa de Seleções, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela CBTM, conforme disposto no Estatuto desta Entidade, e de acordo com a comissão técnica, esclarece que os critérios divulgados para solicitação de Bolsa-Atleta por atletas paraolímpicos não são fatores de impedimento para nenhum atleta que tenha participado de Jogos Paraolímpicos, eventos internacionais, nacionais ou escolares, concorrer a mesma. Tais critérios serão adotados e têm a finalidade de definir uma organização de prioridades e preferências na confecção da listagem dos possíveis contemplados. Mas vale ressaltar que a CBTM irá tratar com rigor o que determina o Inciso III do Art. 3º da Lei 10.891, de 09 de julho de 2004: “estar em plena atividade física”, ou o Art. 9º da portaria nº33 de 29 de fevereiro de 2008 do Ministério do Esporte: “O beneficiário, para usufruir da Bolsa-Atleta, deverá comprovar que se encontra em plena atividade esportiva, federado, treinando e competindo no Brasil”. A CBTM entende que estar em plena atividade esportiva significa, além de estar treinando, participar, por semestre, de 2 (dois) treinamentos, se convocado, e 1 (uma) etapa do Circuito Copa Brasil.
A informação dada através da Nota Oficial acima mencionada deixou os atletas paraolímpicos mais tranqüilos até que saiu as NOTAS OFICIAIS DE NÚMEROS 022 E 023-2009:
Na Nota Oficial nº022-2009 - PROGRAMA BOLSA-ATLETA que passou a seguinte informação sobre a BOLSA-ATLETA OLÍMPICA:

“TER INTEGRADO NA QUALIDADE DE ATLETA A DELEGAÇÃO BRASILEIRA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DOS JOGOS OLÍMPICOS”

Na Nota Oficial nº023-2009- PROGRAMA BOLSA – ATLETA PARAOLÍMPICA com a seguinte informação:

“TER INTEGRADO NA QUALIDADE DE ATLETA A DELEGAÇÃO BRASILEIRA NA ÚLTIMA EDIÇÃO DOS JOGOS PARAOLÍMPICOS. DAR-SE-Á PREFERÊNCIA AOS ATLETAS QUE OBTIVEREM OS SEGUINTES RESULTADOS, LEVANDO-SE EM CONSIDERAÇÃO O NÚMERO DE COMPETIDORES EM CADA CLASSE”:
8 a 16 competidores: 1º ao 3º lugares
Acima de 17 competidores: 1º ao 8º lugares.

Por que essa diferença de interpretação da CBTM?

Pois vejamos o que diz a Portaria nº 241, de 29 de Dezembro de 2008 em seu Art. 2º, item II-

“atletas das categorias Atleta Olímpico e Atleta Paraolímpico, desde que tenham participado dos últimos jogos olímpicos ou jogos paraolímpicos”


PORTARIA Nº 241, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2008
Estabelece critérios técnicos para concessão e renovação da Bolsa-Atleta, e dá outras
providências.
O MINISTRO DE ESTADO DO ESPORTE, no uso das atribuições que lhe conferem os
incisos I e II, do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal, tendo em vista o
disposto na Lei nº 10.891, de 09 de julho de 2004, no Decreto nº 5.342, de 14 de janeiro
de 2005 e na Portaria nº 2, de 18 de janeiro de 2006, e CONSIDERANDO os preceitos e
diretrizes da Política Setorial de Esporte de Alto Rendimento, resolve:
Art. 1º Estabelecer critérios técnicos para concessão e renovação da Bolsa-Atleta.
Art. 2º No processo de seleção para concessão da Bolsa- Atleta será observada a seguinte
ordem:
I - atletas beneficiados com a Bolsa-Atleta no ano anterior, desde que continuem a
apresentar resultados dentro dos critérios estabelecidos na legislação vigente;
II - atletas das categorias Atleta Olímpico e Atleta Paraolímpico, desde que tenham
participado dos últimos jogos olímpicos ou jogos paraolímpicos.
Art. 3º Após a seleção realizada na forma do art. 2º, proceder- se-á à concessão da Bolsa-
Atleta, levando-se em conta a disponibilidade de recursos orçamentários, conforme os
critérios estabelecidos nesta Portaria e a proporcionalidade qualificada na seguinte
ordem:
a) 59% (cinqüenta e nove por cento) para a Categoria Atleta Internacional;
b) 37% (trinta e sete por cento) para a Categoria Atleta Nacional;
c) 4% (quatro por cento) para a Categoria Atleta Estudantil.
Parágrafo único. Havendo sobras de recursos em quaisquer das categorias, será feita nova
distribuição, obedecendo-se à mesma ordem.
Art. 4º Para fins de concessão da Bolsa-Atleta, as categorias serão subdivididas em:
I - Atleta Internacional:
a) atletas inscritos na categoria principal, a partir de 14 anos (art. 3º, I, da Lei 10.891 de 09
de julho de 2004), com participação no principal evento internacional do ano anterior,
referendado pela confederação da respectiva modalidade de esporte;
b) atletas inscritos na categoria intermediária (faixa etária de 17 a 24 anos), com
participação no principal evento internacional do ano anterior, referendado pela
confederação da respectiva modalidade de esporte;
c) atletas inscritos na categoria iniciante (14 e 16 anos), com participação no principal
evento internacional do ano anterior, referendado pela confederação da respectiva
modalidade de esporte.
II - Atleta Nacional:
a) atletas inscritos na categoria principal, a partir de 14 anos, com participação no principal
evento nacional do ano anterior, referendado pela confederação da respectiva modalidade
de esporte;
b) atletas inscritos na categoria intermediária (faixa etária de 17 a 24 anos), com
participação no principal evento nacional do ano anterior, referendado pela confederação da
respectiva modalidade de esporte;
c) atletas inscritos na categoria iniciante (14 e 16 anos), com participação no principal
evento nacional do ano anterior, referendado pela confederação da respectiva modalidade
de esporte.
III - Atleta Estudantil, desde que tenham participado dos jogos escolares (JEBS) ou dos
jogos universitários (JUBS) do ano anterior, campeonato paraescolar brasileiro ou
campeonato parauniversitário brasileiro do ano anterior.
Parágrafo único. Em face dos critérios previstos neste artigo, não serão acolhidas e
analisadas as inscrições efetivadas na categoria master.
Art. 5º Em caso de empate na classificação, terão preferência, na seguinte ordem, os atletas:
I - participantes dos esportes individuais olímpicos ou paraolímpicos;
II - participantes dos esportes coletivos olímpicos ou paraolímpicos;
III - participantes dos esportes individuais não-olímpicos e não-paraolímpicos;
IV - participantes dos esportes coletivos não-olímpicos e não-paraolímpicos;
V - melhores colocados no ranking internacional de cada modalidade;
VI - melhores colocados no ranking nacional de cada modalidade;
VII - melhores colocados na competição que os habilitou ao pleito.
Art. 6º Para fins do disposto no art. 2º do Decreto nº 5.342, de 14 de janeiro de 2005, o
evento máximo da temporada, para as categorias Atleta Nacional e Atleta Internacional, em
todas as subcategorias e em cada modalidade, na forma do art. 4º desta Portaria, será fixado
anualmente pela respectiva entidade nacional de administração do desporto no Calendário
Esportivo Nacional.
Parágrafo único. Os atletas cuja entidade nacional não informar os eventos máximos da
temporada nacional e internacional até o mês de maio de cada ano ficarão impedidos de
solicitar inscrição na Bolsa-Atleta.
Art. 7º Os atletas que receberam a Bolsa-Atleta no ano de 2008 e conquistaram medalhas
nos jogos olímpicos e paraolímpicos serão indicados automaticamente para a renovação dos
respectivos benefícios.
Parágrafo único. A indicação automática para a renovação da Bolsa-Atleta não desobriga o
atleta ou seu procurador legal de obedecer a todos os procedimentos, inclusive de inscrição,
e prazos estabelecidos pelo Ministério do Esporte, bem como da apresentação da respectiva
prestação de contas.
Art. 8º Para fins de renovação da Bolsa-Atleta, o atleta deverá comprovar, por meio dos
documentos relacionados no art. 3º do Decreto nº 5.342/2005, que não ocorreram quaisquer
fatos impeditivos, modificativos ou extintivos de seu direito ao recebimento do benefício.
Parágrafo único. A renovação da Bolsa-Atleta não desobriga o atleta de realizar todos os
procedimentos estabelecidos pelo Ministério do Esporte, inclusive de inscrição, e manter as
mesmas condições que ensejaram a concessão do benefício, em particular os dados
cadastrais devidamente atualizados.
Art. 9º O atleta bolsista deverá apresentar ao Ministério do Esporte prestação de contas até
trinta dias após o recebimento da última parcela, inclusive para os casos de renovação da
Bolsa-Atleta.
§ 1º Caso a prestação de contas não seja apresentada no prazo estabelecido ou, apresentada,
não seja aprovada, o benefício não será renovado até que seja regularizada a pendência.
§ 2º A assinatura do Termo de adesão depende da aprovação da prestação de contas.
Art. 10. Caso seja identificada qualquer irregularidade na documentação apresentada ou no
atendimento aos critérios para a concessão ou renovação da Bolsa-Atleta, o benefício será
cancelado, assegurado o contraditório e a ampla defesa, obrigando-se o atleta beneficiado
ou seu representante legal a ressarcir a administração pública dos valores recebidos,
devidamente atualizados, no prazo de sessenta dias, a partir da data da notificação do
devedor.
Art. 11. O beneficiário da Bolsa-Atleta deverá comprovar que se encontra em plena
atividade esportiva, federado, treinando, competindo e residindo no Brasil.
Art. 12. Renovações sucessivas da Bolsa-Atleta são permitidas, desde que atendidos os
critérios fixados nesta Portaria.
Art. 13. O Ministério do Esporte iniciará os pagamentos mensais relativos à Bolsa-Atleta
em até sessenta dias após a assinatura do Termo de adesão, inclusive para os casos de
renovação.
Art. 14. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 15. Revogam-se as disposições em contrário, especialmente a Portaria nº 33, de 29 defevereiro de 2008.
ORLANDO SILVA
R. CBTM: Já saiu uma Nota Oficial a respeito esclarecendo que a CBTM não quer tirar a Bolsa Atleta de nenhum atleta e ressalta que o atleta tem que estar ativo. Sobre as posições dos atletas, são critérios para o Ministério definir caso os recursos não possam ser concedidos para todos os que solicitam a Bolsa.

J) – RECLASSIFICAÇÃO – Durante os Jogos Paraolímpicos, alguns membros do Panel de classificação Internacional levantou a hipótese da permanência do atleta paraolímpico brasileiro CLAUDIOMIRO SEGATTO na classe 5 (cadeira de rodas), embora como amputado, ele deva jogar como andante (em pé) na classe 8, já que ele tem amputação acima do joelho.
R. CBTM: Após a viagem à Europa vimos que o atleta está apto a participar dos eventos, exemplo foi a participação dele no evento do Rio de Janeiro. A CBTM não se opôs em momento algum.

A razão principal dessa hipótese é que o atleta não consegue usar uma prótese, pois toda vez que tentou treinar com a prótese teve sérios problemas no quadril e, sendo impedido pelo seu médico usar qualquer tipo de prótese.
Em razão disso, o atleta reuniu os laudos médicos que informam os problemas que acarretarão, caso ele venha usar uma prótese.
Em posse desses laudos médicos e escritos em inglês, o atleta Claudiomiro Segatto enviou a Soraya Nobre para que a Delegação Brasileira que viajaria para a Europa entregasse ao Panel de Classificadores Internacional para uma avaliação definitiva dessa solicitação.
Segundo informação recebida, infelizmente não houve nenhum Curso de Classificação e nem um evento de classificação funcional internacional de atletas nessas duas competições que o Brasil participou.
Acredito que a CBTM fará de tudo para que o atleta continue jogando em cadeiras de rodas, pois sem dúvida nenhuma é o melhor jogador da classe 5 das Américas e, por isso mesmo foi eleito nos Jogos Parapanamericanos Rio-2007 o melhor atleta das Américas.
R. CBTM: Estamos acompanhando o caso do atleta Claudiomiro Segatto. Neste momento está havendo uma mudança na classificação internacional quando o Kramer irá se afastar e um novo classificador assumirá a função. Quando o novo responsável for nomeado, nós apresentaremos o pedido mencionado.

OBSERVAÇÃO: Ao assumir a Coordenação do Tênis de Mesa Paraolímpico, inicialmente, da ABRADECAR (Associação Brasileira de Cadeiras de Rodas) em 1995 e posteriormente, do CPB (Comitê Paraolimpico Brasileiro) ainda no mesmo ano, quando participamos do PARAPANAMERICANO na cidade de Buenos Aires e conseguimos a classificação de três atletas brasileiros (Luiz Algacir Vergilio da Silva, Maria Luiza Pereira Passos, Francisco Eugênio Braga Sales) para a Paraolimpíadas de Atlanta/USA em 1996, passei a fazer as classificações dos atletas brasileiros em nível nacional.
Informo ainda, que nenhum atleta brasileiro classificado por mim teve a sua classe mudada, quando o mesmo foi classificado internacionalmente, pois ao assumir a Coordenação da modalidade recebi uma apostila com as classificações escrita em inglês e espanhol e que tinha sido editada ainda nos Jogos Paraolímpicos de 1992.
Ao fazer a tradução, procurei ter ajuda dos Professores de Fisioterapia da PUC/PR que até hoje tem um convênio com ADFP/PR para atendimento fisioterápico, pois havia muitos termos técnicos referentes a cada lesão, tais como acidentes físicos: Coluna vertebral ou espinha dorsal (cervical, tórax, lombar, sacro), AVC,TCE,AVE, Paralisia cerebral,Distrofia muscular,Poliomielite,Paresia,falhas congêneres, amputados e mais tarde com a entrada de nanismos, etc. Portanto, tive que estudar muito a diferença entre a lesão clínica e a funcional para poder aproximar o máximo de uma classificação internacional e quando fiz o Curso de TD (Technical Delegate), tive que participar de muitos cursos, onde a classificação funcional era muito debatida, além de ter acompanhado os meus atletas durante suas classificações internacionais como tradutor, já que nenhum dos classificadores falava o português, sendo que esse fator me ajudou muito em minhas avaliações em nível nacional.
Desta maneira, ao assumir a Coordenação do Tênis de Mesa na ABRADECAR em 1995 fiz o 1º Campeonato Brasileiro em Goiânia/GO com todas as 10 classes, já que até 1994 a modalidade de Tênis de Mesa tinha os seus campeonatos separados pelas entidades nacionais, principalmente:
A) –ABRADECAR - responsável pelas competições dos atletas de cadeiras de rodas.
B) –ANDE - responsável pelas competições dos Lês Autres.
Os campeonatos regionais de responsabilidade das entidades nacionais eram feitos em cinco regiões distintas: Sul, Sudeste, Centro-oeste, norte e nordeste, portanto todas as regiões tinham o seu Ranking, dos quais os três primeiros colocados de cada classe de cada região eram convocados para participar do Campeonato Brasileiro final que era de responsabilidade de uma das Entidades nacionais acima mencionado, que arcava com todo o custo de participação dos atletas (Passagem, Hotel, alimentação e transporte interno).
Desta maneira, as Entidades Nacionais tinham RANKING BRASILEIRO FINAL, que era usado para as convocações nas participações do Brasil nos Jogos Parapanamericanos pelo CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro) e pela a ABRADECAR e nas participações do Mundial da IWA.
Mesmo depois da fundação da CBTMP (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa Paraolímpico) o sistema de Ranking Brasileiro, foi utilizado com muito critério nas convocações das Delegações Brasileiras, colocando o Brasil como líder absoluto nas Américas a partir dos Jogos Parapanamericanos de 2005 realizados na cidade de Mar Del Plata e, continuando em 1º lugar geral nos Jogos Parapanamericano Rio-2007.

É lamentável, que se ouça de determinadas pessoas que as convocações eram feitas sem base nenhuma!
R. CBTM: Antes alguns atletas eram escolhidos “a dedo” , sem nenhum critério técnico. Exemplo foi o Aberto dos Estados Unidos. Quais foram os critérios?

Por que fazê-lo se tínhamos um RANKING BRASILEIRO atualizado que nos dava toda a condição de não cometermos injustiças?

CONCLUSÃO FINAL

“ A melhor igualdade de condição que a CBTM pode dar aos paraolímpicos é trata-los como atletas paraolímpicos”.
Após finalizar o manifesto por mim escrito a respeito do Tênis de Mesa Paraolímpico, e que será assinado pelo Presidente da ADFP/PR e também por mim que sou o Técnico e o responsável por esta manifestação, recebi a resposta dada pelo Presidente da CBTM sr. Alaor Gaspar Pinto Azevedo dada à atleta Soraia Alvarenga a respeito do Manifesto dos atletas paraolímpicos.
Todavia, gostaria de colocar alguns comentários a respeito das respostas do Presidente Alaor Azevedo, como se seguem:

Item 2 – CUSTEIOS DE DESPESAS NOS EVENTOS –
Sobre o comentário feito pela Carla Maia, atleta Classe 2, conforme comunicação 27:
“Tínhamos hospedagem de graça, mas às vezes era um grande quarto, homens e mulheres juntos, se encaixando nos espaços apertados que sobravam. Cheguei a ver atleta se hospedar no banheiro por conta disso. Era de graça, mas valia a pena se submeter a isso?”.
Tenho grande carinho pela a Carla, não só pela grande jogadora da Classe 2 mas também, como profissional na carreira de jornalista.
No entanto, gostaria de dizer à Carla que a única competição que homens e mulheres ficaram no mesmo local, foi em uma competição realizada pelo CPSP/SP, durante os Jogos do TROFÉU SERGIO DEL GRANDE e, que em nenhum momento teve a participação da CBTMP.
Após a competição meus atletas relataram o ocorrido e eu disse a eles que isso não iria acontecer mais, pois conhecia a capacidade do Presidente do CPSP Sr. João Bentim em resolver esses problemas para as próximas competições.
Todas as outras competições sob responsabilidade da CBTMP, através das Federações respectivas, os atletas ficavam em Hotéis ou às vezes, como ocorreu aqui em Curitiba ficaram alojados no Centro de Treinamento da Equipe Brasileira de Ginástica Olímpica, no mesmo local aonde se alojavam no início atletas olímpicos como Diego Hipólito e outros, ou ainda das delegações de outras modalidades que vinham fazer treinamento intensivo aqui em Curitiba.
Item 3 – PAGAMENTOS DE HOSPEDAGEM - Evidentemente, que a CBTMP não pagava a Hospedagem, Alimentação e Transporte interno, pois as Federações responsáveis pelos Eventos conseguiam apoio financeiro das autoridades municipais, bem como a liberação gratuita de ônibus adaptados, e, também do apoio de alguns empresários, além de contar com o apoio financeiro da CBTMP em torno de R$4.500,00 a R$5.000,00 e do valor de R$40,00 de inscrição dos participantes(atletas e staffs).
Item 4 – DESPESAS CPB – Concordo totalmente que a porcentagem liberada para o Tênis de mesa deverá ser revista, pois o montante destinado para a modalidade é muito pouco, principalmente agora que o Tênis de Mesa Paraolímpico obteve extraordinário resultado nos JOGOS PARAOLÍMPICOS DE PEQUIM/CHINA-2008, feito que vai demorar muito para um atleta olímpico obter.
No entanto, gostaria de informar ao Presidente Alaor Azevedo que a responsabilidade financeira dos Eventos PARAOLÍMPICOS, CAMPEONATO MUNDIAL E REGIONAL PARAPANAMERICANOS é de total responsabilidade do CPB.
Também, já obtivemos resultados maravilhosos com nossos atletas no Circuito mundial da IPTTC, hoje ITTF PTT, jogando na Europa e Ásia, ganhando medalhas ouro, embora os resultados obtidos pelos nossos atletas na Eslovênia e Eslováquia tenham sido brilhantes.
Item 5 – EVENTOS NOS FINAIS DE SEMANA – Para um atleta paraolímpico participar de três eventos, considerando a CLASSE, RATING E RANKING, vai elevar consideravelmente os custos de participação, pois terá que pagar pela participação dos três eventos, mais dias em Hotel, mais alimentação e mais transportes internos. Evidentemente, será muito importante para os ANDANTES PARAOLIMPICOS participarem do RATING E RANKING, pois as regras de SAQUES são as mesmas. No entanto, não acrescenta nada para um CADEIRANTE, jogar contra andantes em geral, seja paraolímpicos ou olímpicos em função do emprego do saque que é muito diferente.
Sou totalmente favorável em fazer as etapas paraolímpicas nos fins de semana, ou então como proposto: sexta, sábado e domingo, bem como instituir o OPEN tão solicitado por todos.
Item 6 – BOLSA – ATLETA – Sendo a bolsa - atleta um direito adquirido pelo atleta, fica para a CBTM a responsabilidade total de proteger esse direito.
Com relação á manutenção da bolsa – atleta, Eu concordo totalmente que a CBTM fiscalize esse direito adquirido, bem como cobre dos atletas as responsabilidades necessárias para a manutenção da mesma, conforme diz: Art. 11. “O beneficiário da Bolsa-Atleta deverá comprovar que se encontra em plena atividade esportiva, federado, treinando, competindo e residindo no Brasil”,
Item 7 – PRESTÍGIO INTERNACIONAL – Sabemos do alto prestígio internacional que a CBTM tem, bem como sabemos da capacidade do Presidente Alaor Azevedo que é um dos Diretores da ITTF, além de termos outros membros em vários outros Comitês da ITTF.
Estamos felizes com o Edimilson Matias Pinheiro para Representante das Américas junto a ITTF PTT, pois ele já vinha fazendo um ótimo serviço na função de Secretario Executivo da APTTC.
Item 11 – PREMIAÇÃO EM DINHEIRO – Quando havia premiação em dinheiro em uma competição feita por uma Federação, esse dinheiro era conseguido através de uma doação de algum Empresário ou de um político local, pelo menos foi isso o que aconteceu num EVENTO aqui em Curitiba / PR.
Item 12 – CRITÉRIOS SELETIVAS – A Carla falou “Mas temos que ser justos. Pela primeira vez teve seletiva no tênis de mesa paraolímpico.”
Mais um pequeno engano da Carla, pois sempre fizemos Seletiva para o Parapanamericano, já que para Mundial e Jogos Paraolímpicos nunca houve seletiva, já que as vagas são conseguidas através das medalhas de ouro nas participações dos Parapanamericanos.
Para participar do Mundial da IWA em 2005 sob responsabilidade da ABRADECAR, os jogadores participaram da SELETIVA realizada na cidade do Rio de Janeiro e, para esse evento foram convocados o Campeão de algumas classes e de outras o campeão e o vice-campeão, em função da quantidade de vagas liberadas para a modalidade pela a ABRADECAR.
E mesmo para participar do CAMPEONATO BRASILEIRO FINAL do ano, era escolhido os cinco primeiros colocados de cada classe e de mais alguns medalhados em uma das etapas do circuito brasileiro, que era jogado no total de seis eventos, mas que estivesse fora dos cinco primeiros colocados do RANKING GERAL BRASILEIRO.
Esta era uma situação que sempre acontecia, pois um grande jogador pode ficar de fora de algumas etapas por doenças ou problemas com o trabalho.
É evidente, que hoje o processo de SELETIVA é mais apurado, pois em qualquer participação de uma delegação brasileira em um evento internacional é feita uma SELETIVA.
No entanto, mesmo com o processo acima que considero perfeito, já que aponta o vencedor como o melhor jogador no momento, a CBTM cometeu uma injustiça lamentável com o atleta EZEQUIEL BABES – Classe 04, que após perder a vaga para o Parapanamericano RIO-2007, ganhou todas as competições que participou, quer seja em nível nacional ou internacional, como vemos abaixo:
Em nível Nacional:
Campeão da Copa Brasil em São Paulo- 2008
Campeão do Brasileiro em Fortaleza/CE em 2008
Campeão da SELETIVA da Classe 04 (p/delegação brasileira que foi para a Europa)-2009;
Em nível Internacional:
Copa Tango V – 2007 – Vice – Campeão - Perdeu a final para o francês Máxime Thomaz 0 2º melhor jogador classe 4 da França e, que ganhou a medalha de prata em equipes em Pequim/China-2008.
Nessa Copa Tango V o Ezequiel deixou em 3º lugar o atleta da CZE Lubomir Trcka.
Copa Tango VI – 2008 - Campeão, ficando em 2º e 3º lugar dois atletas da Korea.
Observação:- Enviei e-mail no dia 01/02/2009 ao Coordenador Paraolímpico
Sr. Edir de Oliveira, questionando esse desempenho do atleta Ezequiel Babes e, porque ele não tinha sido indicado por mérito técnico?
Sr. Edir de Oliveira retornou meu e-mail dizendo que o Zé Ricardo iria responder, mas infelizmente, não o fez, embora, para a situação acima, ficasse difícil qualquer explicação.
Com relação, as quantidades de jogadores que participaram no Mundial são méritos dos próprios jogadores, que conseguiram as suas vagas em participação numa competição Regional, no nosso caso o Regional Parapanamericano.

Portanto, somente ganhadores das medalhas de ouro de uma REGIONAL são convocados para participar, tanto do MUNDIAL como dos JOGOS PARAOLÍMPICOS, por serem os melhores de sua região, além de outros que conseguem as vagas através do RANKING MUNDIAL.
Para os que conseguem as vagas através do RANKING MUNDIAL, o processo é muito mais difícil, pois envolve participações em muitos eventos, já que o Regulamento diz que somente os 06 (seis) melhores resultados são retidos para efeitos de Ranking.
Aí, fica muito difícil para qualquer jogador das Américas que concorrem com os jogadores da Europa e Ásia, que chegam descartar às vezes de 06 (seis) a 08 (oito) maus resultados e nossos jogadores dificilmente tem condições de descartar uma competição, já que a maioria dos nossos jogadores participam no máximo de 5 (cinco) competições, dependendo do ano.
Item 13 –“SERÁ QUE ELES QUEREM ATLETAS PARAOLÍMPICOS?” - Como o CPB e as Entidades Nacionais ABRADECAR e ANDE não tinham equipamentos para eventos da modalidade de Tênis de Mesa, sempre contamos com a CBTM, dona de um Patrimônio e de uma estrutura maravilhosa para realizarmos as nossas competições, principalmente, na cidade do Rio de Janeiro, onde alugávamos as quantidades de mesas, bolinhas, parábolas, placares, mesas de arbitragens necessárias, bem como fazíamos os pagamentos das arbitragens para esses eventos.
Sabíamos que tínhamos que pagar o que a CBTM pedisse, pois estaríamos usando uma estrutura de 1º mundo nessas competições, tais como: montagem do evento, controle de resultados e uma arbitragem perfeita.
Sempre achei muito justo que a CBTM cobrasse pelo uso dos equipamentos, já que ela possui custos de manutenção dos mesmos, além de manter um funcionário em tempo integral para manter em ordem esse Patrimônio.
Item 15 – STAFFS – Será muito importante que se tenha um Staff para o feminino e outro Staff para o masculino, pois não há necessidade de dizer a razão!
Item 17 – CADA UM PARA UM LADO – HOTEL – É realmente importante que a CBTM continue a oferecer pacotes para clubes e atletas se hospedarem, mas não devem esquecer que os atletas paraolímpicos sempre necessitam de Hotéis adaptados.
Item 18 – IDADE – A renovação de atletas é importantíssimo e realmente alguns paises vem lançando alguns atletas novos, mas não devemos esquecer que para um atleta paraolímpico de Tênis de Mesa chegar a um bom nível demora em torno de 6 (seis) a 8 (oito) anos de treinamentos fortes e participações continuas contra grandes atletas já existentes.
O exemplo está acontecendo no Regional Europeu que está sendo disputado na cidade de GENOVA-ITALIA, desde o dia 03 de junho até o dia 14 de junho de 2009, aonde os ganhadores das medalhas (ouro, prata e bronze) no OPEN, CLASSES E EQUIPES são os mesmos de sempre, embora alguns paises estejam lançando novos jogadores.
No entanto, todos os atletas europeus ganhadores de medalhas são jogadores que participam de competições a mais de oito anos e, tendo como única exceção atleta Turca NESLIHAN KAVAS que participou pela primeira vez do Regional Europeu em 2003, embora, já esteja com 22 anos.
Mas em compensação, a melhor atleta paraolímpica andante do mundo NATALIA PARTYKA – Classe 10 da Polônia com 20 anos, participou pela 1ª vez de uma competição internacional em 2001 em MURCIA/ESPANHA, quando estava completando 12 anos.

Item 20 – HOTEL ADAPTADO – Sabemos que os Hotéis em nível nacional e mesmo internacional não conseguem disponibilizar grandes quantidades de vagas para cadeirantes, e por isso mesmo, sempre são indicados 2 (dois) a 3 (três) Hotéis.
Item 21 – CLASSIFICADORES – Realmente é importante que um país do tamanho do Brasil invista na formação de muitos classificadores e, estou contente que a Monique se especialize como classificadora de Tênis de Mesa.
No entanto, gostaria de informar que o Brasil já possui um CLASSIFICADOR B-NACIONAL – Celso Toshimi Nakashima que já participou de 02 (dois) SEMINÁRIOS para classificadores, + testes e classificações, além de ter acompanhado o Curso oferecido pela CBTM e ministrado pela argentina NADIA VACCARO - Classificadora C – REGIONAL, durante o Brasileiro na cidade de Fortaleza/CE.
R. CBTM: De acordo com o Toshimi, ele não quer atuar mais na área de classificação funcional.

Para averiguação basta acessar o SITE DO IPTTC (ITTF PTT) e verificar no link (OFFICIALS) no item LIST OF CERTIFIED CLASSIFIERS e encontrará o nome do Celso Toshimi Nakashima - CLASSIFICADOR B – NACIONAL.
Portanto, basta investir no Celso Toshimi Nakashima em mais um SEMINÁRIO INTERNACIONAL PARA CLASSIFICADORES, + testes e classificações, e teremos um CLASSIFCADOR C - REGIONAL com o mesmo padrão da argentina NADIA VACCARO, CLASSIFICADOR C – REGIONAL, conforme mostra Lista atualizada até janeiro de 2008, embora acredite que ela já tenha subido o seu nível para CLASSIFICADOR SENIOR INTERNACIONAL, pois é uma Classificadora muito atuante.

Ao escrever este Manifesto, procurei colocar a realidade nua e crua do nosso Tênis de Mesa!
Pois não devemos esquecer nunca que o trabalho feito com o Tênis de Mesa Paraolímpico, nesses anos foi inicialmente, visando o fomento da modalidade pelas Entidades Nacionais, principalmente pela ABRADECAR E ANDE através dos seus filiados e, mais tarde em nível mais avançado pela CBTMP, com a criação do Circuito Brasileiro de Tênis de Mesa com de 06 (seis) etapas.
Estamos muitos felizes em dizer que a CBTM está recebendo jogadores fantásticos e muitos bem preparados, sejam cadeirantes ou andantes e que são absolutos nas AMÉRICAS e que acabam de ganhar a 1ª medalha Paraolímpica para o Brasil.

O inicio de um trabalho por vezes se mostra difícil, da mesma forma que a experiência é fundamental e se faz necessária o novo também o é para que se junte a experiência com o dinamismo.

Gostaria de colocar um texto que li de Milton Bigucci, que é membro da Academia de Letras da Grande São Paulo: Justo ou Injusto?
Deus fez um mundo onde algumas pessoas não conseguem visualizar a justiça. Parece que há mais injustiças que justiça. Mas não é verdade. É como notícia de jornal. Só dá manchete, desastre e crime. Só sai o que dá Ibope. O que sai é a exceção, pois a regra, que não é publicada em lugar algum, é o nosso dia a dia normal. Quantos amigos você não tem ao seu lado, no trabalho, na escola, todos normais, levando cada um sua vida? Se algum deles sofrer um acidente ou fizer algo errado, aí é noticia entre os amigos. Portanto não esqueça, a injustiça é a exceção e não a regra.

Deus na sua infinita sabedoria não poderia nos dar um mundo injusto. Jamais. Pense nisso.

Para ilustrar estas observações leia este trecho de Charles Chaplin sobre a injustiça, de muita sabedoria e ao mesmo tempo cômico:

“A coisa mais injusta sobre a vida é como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá, por estar muito novo, ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante para poder aproveitar a sua aposentadoria. Aí curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade. Vai para o colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando, e termina tudo num grande orgasmo. Não seria perfeito?”.

Como em nenhum momento tive medo de retalhamento por parte da CBTM, por ser uma empresa competente no que faz, muito menos terei medo de pessoas que no momento estão assumindo a responsabilidade pela condução do Tênis de Mesa Paraolímpico. Continuarei trabalhando na formação de grandes atletas paraolímpicos, sejam cadeirantes ou andantes, pelo menos aqui, não podem interferir no trabalho que faço com muito prazer e dedicação já há 16 anos.

A ADFP/PR (Associação dos Deficientes Físicos do Paraná) é uma Associação civil de caráter filantrópico e sem fins lucrativos, com o objetivo de instituir e coordenar amplos serviços de assistência e reabilitação aos deficientes físicos.
Por isso mesmo, oferece atendimentos especializados à criança e adultos deficientes físicos nas áreas de:
- Serviço Social;
- Psicologia;
-Terapia Ocupacional;
- Fisioterapia;
- Fonoaudiologia;
- Musicoterapia;
- Psicomotricidade;
- Enfermagem;
- Esporte;
- Dança;
- Informática;
- Mercado de Trabalho.
Missão
Desenvolver a independência e a autonomia da pessoa com deficiência física através da reabilitação e habilitação física, emocional, social, cultural e profissional. Além de lutar pela garantia dos direitos da pessoa com deficiência física, busca participação efetiva nos conselhos de políticas públicas, defesa de direitos e fóruns da sociedade civil.
Visão
Conquistar a igualdade de tratamento e de oportunidade para as pessoas portadoras de deficiências físicas, desenvolvendo a auto-estima e a melhoria da qualidade de vida.
Em razão disso, a ADFP dá extraordinário valor ao seu Depto. de Esportes, oferecendo a prática de várias modalidades esportivas, já que essas modalidades trabalham nas recuperações pós- fisioterápicas e, principalmente na recuperação da auto-estima dos pacientes.
Desta maneira a ADFP oferece o esporte como parte do tratamento, mas ao mesmo tempo garante ao paciente que se adaptar a uma modalidade, a continuidade da prática com profissionais capacitados. Assim a ADFP/PR trabalha desde o fomento da modalidade esportiva escolhida até atingir alto nível esportivo.
O Tênis de Mesa e a Bocha são exemplos marcantes desse trabalho: Tendo em seu atleta Elizeu como medalhista de ouro em Pequim, bem como dos extraordinários resultados conseguidos pelos seus mesatenistas.
Para finalizar coloco uma frase para meditação:

“Admito que o deficiente seja vitima do destino, mas não posso admitir que seja vítima da indiferença”.
John F.Kennedy



Mauro Vincenzo Cláudio Nardini Benedito Rodrigues de Oliveira Presidente – ADFP / PR Técnico de Tênis de Mesa –ADFP / PR

Sábado, 11 de Julho de 2009

Resposta a um Anonimo II

Após publicarmos as resposta a um anonimo, o mesmo envia novamente uma série de críticas e sugestões. Quero agradecer ao mesmo, pois está utilizando o seu tempo para apontar falhas e fazer o Tênis de Mesa Paraolímpico crescer. Peço que todos leiam a matéria que publique há alguns dias atrás sobre "O MALA E O IMPERADOR". Esta matéria mostra que somente um dentre 17 pessoas insatisfeitas enviam reclamações e são estas que fazem as empresas e as pessoas melhorarem. Sendo assim estou nomeando o nosso colaborador como "IMPERADOR ANONIMO".
Após receber o email do Imperador Anonimo, recebemos outro email da Soraia Alvarenga, que repete quase as mesmas questões já levantadas anteriormente. Peço que ela veja o Blog e nos envie somente as perguntas que não foram devidamente esclarecidas, teremos um enorme prazer em responder. Existe também uma norma de educação, que peço a todos executarem. Enviem as perguntas e críticas a CBTM e nos dêem um tempo para resposta. Se isto não for feito e dentro de um prazo que entendam suficiente, vamos dizer 10 (dez) dias, ai sim podem enviar para quem quiser. Repito, isto é educação.
De qualquer maneira, ai vão as resposta a um Anonimo II.


Novamente o anonimo, que se institula: veteranocheguevara, escreve para dizer inverdades e mostra total desconhecimento das ações. Eis o que ele reclama (novamente frases desrespeitosaas foram excluidas):

A ALEGAÇÃO É INCORRETA E A CONFEDERAÇÃO E SEUS ADMIRADORES SABEM DISSO - ELE PODE APAGAR NO BLOG, MAS NÃO PODE MUDAR OS EMAILS.

RESPOSTA - 01
Todos os questionários que serão entregues foi combinado que seriam em anonimo...

RESPOSTA TRANSFORMADA EM QUESTIONÁRIO
REIVINDICAÇÕES PARAOLIMPICO

Após ler atentamente a resposta entregue pelo Presidente Alaor, achei interessante recolher opiniões dos envolvidos na modalidade; transformando o mesmo em um questionário ou um local onde cada um possa expressar o que pensa a respeito de tudo que esta acontecendo com a modalidade paraolímpica.

Rio de Janeiro, 9 de junho de 2009.
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1- PROFISSÃO – MÉDICO - Antes de mais nada quero esclarecer a todos que sou médico, com 30 (trinta) anos de formado, tendo em meu currículo, entre outras funções, a direção-geral do HSE – Hospital dos Servidores do Estado. O maior hospital do Ministério da Saúde, com aproximadamente 5000 funcionários e 500 leitos. Então tenho a obrigação de conhecer a problemática dos atletas paraolímpicos e dos deficientes em geral.


R: São atletas paraolímpicos e não pacientes, precisamos de regras onde se enquadram nossas limitações e não de receituário tentando fazer-nos entender ou sermos o que não podemos ser.
R CBTM – Eu só quis enfatizar a sensibilidade de um médico para com os Paraolímpicos. As regras já existem e podem e devem ser melhoradas.

2- CUSTEIO DE DESPESAS NOS EVENTOS - A Carla, na comunicação 27, praticamente respondeu por nós e destaco somente este comentário: “Mas o tênis de mesa, e nossas competições, (não digo todas), mas várias, tinham mais um aspecto de confraternização e inclusão social do que profissionalismo. Para ser de alto rendimento, não poderia haver nenhuma competição assim. Jogamos em ambientes abertos, com vento, mesas chegavam em cima da hora, nós mesmos éramos árbitros...Tínhamos hospedagem de graça. Mas as vezes era um grande quarto, homens e mulheres juntos, se encaixando nos espaços apertados que sobravam. Cheguei a ver atleta se hospedar no banheiro por conta disso. Era de graça, mas valia a pena se submeter a isso? “


R: Todos e qualquer evento, digo Campeonato ou Clinica não deixa de ser profissional só por que ele vira um evento de confraternização. Encontrar amigos que gostam do mesmo esporte, não significa que vamos brincar de ping pong.
R. CBTM – Não foi o que Carla quis dizer, ela enfatiza que o evento deve ser profissional e também ter aspectos de confraternização. Antes era somente confraternização!

INCLUSÃO: é o que está acontecendo agora, infelizmente muito mal organizado; mas está, pois juntar atletas paraolímpicos e atletas olímpicos de uma mesma modalidade ISSO SIM É UMA INCLUSÃO.

Tenho certeza de que a CARLA escreveu e se expressou da melhor maneira possível, mas Ela ouviu falar e não vivenciou a situação, pois nem todos os atletas tem o mesmo privilegio ou classe social que ela. Sendo que muitos usam o PASSE LIVRE, procuram hospedagem sempre mais barata, mas sempre com o acesso necessário para a sua limitação.

Pra muitos parece que não, mas já vi atletas dormirem na rodoviária e outros viajarem pra vários locais fora do destino de casa por que o PASSE LIVRE SÓ PODEM 2 PASSAGEIROS PARA CADA ONIBUS.
R. CBTM – Fico feliz em ver que concorda que está havendo inclusão, que é também o nosso objetivo. O atleta portador de deficiência ainda tem o PASSE LIVRE e os atletas que são carentes e não deficientes? Estes não tem este passe e tentam participar também. Não concordo que todos os deficientes são carentes, muitos têm um melhor condição que muitos atletas Olímpicos. Vamos lembrar que temos quase 70 bolsas atletas distribuídas para os atletas Paraolímpicos, contra 15 dos Olímpicos.

Carla pergunta - mas valia a pena se submeter a isso?

Eu respondo - SIM – VALIA – Afinal não temos a mesma classe social (infelizmente)

R. CBTM – Não concordo com esta afirmação. O Tênis de Mesa Olímpico reúne pessoas das mesmas classes sociais que o Paraolímpico. É uma realidade do país, que tem uma grande injustiça social, uma ainda BELINDIA – termo cunhado pelo Economista Edmar Bacha há vários anos.


3- Os eventos organizados pela Confederação anterior eram de confraternização e inclusão social e com os recursos que recebemos hoje do CPB, é impossível pagar hospedagem, alimentação e transporte interno para os atletas. Não se pode comparar o que fazemos e o que era feito. Vejamos agora os nossos pontos fortes na organização de eventos, mencionando principalmente Fortaleza:


· MESAS IMPORTADAS - Uma mesa importada, com redes e suportes, do padrão que temos hoje, com todos os impostos, seguros e frete não sai por menos de R$ 4000,00 (quatro mil reais). Lembrem-se de que no Brasileiro de Fortaleza usamos 40 (quarenta) – sendo trinta para a competição e dez para o treinamento, isto é igual a R$ 160.000,00;

R: Qual a data da nota fiscal dessa ultima compra??? - desde quando a CBTM tem esse material, afinal tudo isso serve para os dois lado PARAOLIMPICO E OLIMPICO e não são Materiais descartáveis.

R. CBTM – Em nenhum momento disse que o material só serve para um segmento. Quis enfatizar que os Paraolímpicos se beneficiaram desta condição de material, cuja grande maioria foi importada para o Histórico Campeonato Mundial de Veteranos, realizado no Rio de Janeiro em maio de 2008. E nós assumimos o Paraolímpico a partir de janeiro de 2008, apesar de já termos organizado o Brasileiro 2007 e o Parapan de Brasília há alguns anos atrás.


· PISOS TARAFLEX - Utilizamos os pisos sintéticos Taraflex - Gerflor, cujo metro quadrado não sai por menos de R$ 200,00. Então em pisos utilizou-se em torno de 3000 metros = R$ 600.000,00;

R: Gostaria de que Todos que não precisam de cadeiras de rodas sentassem em uma e experimentasse fazer uma partida. “Só quem não precisa de cadeira de rodas é que valoriza o PISO”. - Quando fizer algo para beneficiar algum cadeirante, sente-se em uma CADEIRA e veja se ficou bom você mesmo, assim ira entender melhor a situação.
R. CBTM - Os Jogos Paraolímpicos são disputados em piso, assim como os Campeonatos Mundiais para pessoas portadoras de deficiência. Imagino que os eventos Fator 40 (que não usaram pisos este ano) também deveria ter o piso. De qualquer maneira antes os Paraolímpicos nunca tinham jogado com piso no Brasil, assim com em mesas importadas. Posso lhe garantir que o TM é completamente diferente com mesas importadas e pisos. Temos que nos preparar para os eventos mais importantes, onde são utilizadas mesas aprovadas pela ITTF e pisos.


OBS MATERIAL NÃO DESCARTAVEL

· SEPARADORES - Utilizamos aproximadamente 800 separadores, cada um não sai por menos de R$ 100,00 = R$ 80.000,00;

R: Vocês estão precisando de alguem para fazer cotação “ Existem sim muito mais em conta e por um valor desse muitos profissionais a disposição.”

R. CBTM - Imagino que devam existir mais baratos, como existem materiais de qualidade inferior e superior. Os nossos separadores são de alumínio e com encaixe e plástico grosso, não enferrujam e tem longa duração. Se conseguir um preço melhor para separadores com estas mesmas características nos informe por favor. Novamente não estamos discutindo preços, estamos somente mencionando que tudo isto está a disposição de vocês.

OBS MATERIAL NÃO DESCARTAVEL
· PORTA-TOALHAS - Utilizamos 60 porta-toalhas, não sai por menos de R$ 100,00 = R$ 6.000,00;

R: Isso já fazia parte do patrimônio da cbtm e bem antes de ser feita a fusão
R. CBTM – Lamento dizer que este material foi importado para o Mundial de Veteranos em maio de 2008. E novamente não estamos discutindo preços, simplesmente mostrando o que os Paraolímpicos herdaram de uma boa administração da CBTM.

OBS MATERIAL NÃO DESCARTAVEL

· PATRIMÔNIO - Isto para demonstrar que o nosso patrimônio para eventos supera tranqüilamente R$ 1,5 milhão de reais, ou seja, o nosso orçamento do CPB durante 5 (cinco) anos, e isto não teve qualquer custo para o setor Paraolímpico, são materiais que já adquirimos antes. Tudo isto está em um depósito que tem mais de 2000 metros quadrados e necessita de um funcionário em tempo integral para manutenção. Além de nossa competência e credibilidade internacional, é também por termos todo este material que a ITTF nos concedeu a organização do I Aberto Paraolímpico do Brasil 2009, já com o fator 40 (quarenta). Somente outros dois países do mundo receberam esta distinção além de nós, Eslovênia e Eslováquia.

R:: Mais um motivo para não conseguir entender o que é feito com os valores que o cpb destina. Afinal OS MATERIAL NÃO SÃO DESCARTAVEL

R. CBTM - Os valores recebidos pelo CPB foram amplamente explicados, não estou entendendo. Só estou dizendo que este patrimônio, que era do Olímpico e foi comprado com dinheiro deles, está a disposição para os Paraolímpicos a custo zero!


· ARBITRAGEM – Não se pode comparar, utilizamos o que há de melhor nas Américas..

R: A CBTM está de parabéns por esse item . Mas esse item já era usado antes da Fusão.
R. CBTM – Grato pelo elogio, nosso relacionamento está melhorando. Sim já era usado antes da fusão, mas é outro fator importante para o desenvolvimento do esporte. Além disto, conseguimos treinar um árbitro Brasileiro nas regras específicas. Através de nosso prestígio internacional e por incentivar o conhecimento das regras, conseguimos que um árbitro Brasileiro atuasse numa Final de Jogos Paraolímpicos.


· CBTM WEB – São mais de 60.000 horas de programação e o custo de desenvolvimento e manutenção hoje já está próximo de R$ 1 milhão. Tudo isto foi implantado no paraolímpico a custo zero. Sei que tivemos sérios problemas no Brasileiro – Fortaleza e peço desculpas, mas nos outros eventos os problemas diminuíram e isto dá tranqüilidade para as suas associações se inscreverem e acompanharem as participações. Além disto é um banco de dados gratuito para as associações, agora elas podem contatar os atletas, treinadores e árbitros de forma fácil e gratuito. Durante um período de tempo e fins evitar problemas recentes, estamos gastando R$ 6400,00 por mês para reescrever o sistema e para mantê-lo, não são recursos do CPB.

R: A CBTM está de parabéns por esse item . Mas esse item já era usado antes da Fusão.
R. CBTM – Grato por mais um elogio. Sim, era usado antes, mas não era disponível para vocês. Os clubes agora tem um banco de dados atualizado, o que possibilita uma maior integração de todos.
· WEBSITE – Hoje estamos em sexto lugar dentre todas as Confederações do Brasil, perdendo somente para esportes consagrados. São milhares de visitas únicas diárias, mostrando a força do nosso esporte e a disposição de todos para quaisquer informações. Temos um jornalista e um estagiário em tempo integral para esta atualização. Este custo não sai do CPB.

R: Mas 80% das noticias colocadas no site são do mundo olímpico, a cada 10 noticias do site nós vemos 1 ou 2 dos paraolímpicos.
R. CBTM – Temos noticiado tudo que recebemos, basta enviar que teremos enorme prazer em publicar. Quero que mostre alguma matéria que não publicamos sobre os Paraolímpicos. O fato é que eles geram menos fatos, até por ser em número inferior aos Olímpicos.
(tenho saudades do nosso site, onde tudo era mais claro e mais transparente)

R. CBTM – Sobre o site antigo não tenho o que falar, pois não o conhecia. Mas basta entrar no WWW.alexa.com e ver qual a posição do mesmo e quantas visitas tinha. Aproveite para conferir a nossa posição por favor.

4- DESPESAS CPB – Hoje recebemos R$ 33.000,00 (trinta e três mil reais) por mês do CPB, o que dá aproximadamente R$ 396.000,00 por ano, que são gastos percentualmente da seguinte forma:

R: estamos no mês de junho com isso temos R$ 198.000,00 (cento e noventa e oito mil, reais)

Natal - RN – 02 a 05 abril de 2009 - 25 atletas inscritos = R$ 1.500,00
RIO DE JANEIRO - RJ – 14 a 17 Maio de 2009 – 65 atletas inscritos R$ 3.900,00
GOIÂNIA - GO – 09 a 12 Julho de 2009 -- ???

R. CBTM - Não entendi os seus cálculos? Já expliquei os custos de um evento, você imagina que com 1500,00 pode fazer um campeonato????
Este valor não paga nem o frete, quanto mais o deslocamento da arbitragem, a remuneração da mesma, a hospedagem, etc.
Vide as explicações detalhadas no Blog do Presidente, quando da resposta ao presidente do CPSP.
a) Participação nos eventos da Europa – 22% (vinte e dois por cento). Novamente é importante mencionar que a Confederação anterior gastou mais de R$ 200.000,00 somente em um só evento – o Mundial da Suiça, com resultados muito pobres. Agora priorizamos as escolhas, vejam os nossos resultados na Eslovênia e Eslováquia!

APENAS 6 ATLETAS -
QUATRO (4) COMISSÃO ORGANIZADORA
Por pouco quase a mesma quantidade.
foi um passeio divertido????!!!!
não servem nem para empurrar um cadeirante.... Não porque não podem, mas é que não querem perder tempo...
R. CBTM – Sim, mesmo com 10 pessoas gastamos quase R$ 100.000,00 (cem mil reais). Sobre empurrar um cadeirante discordo, pois levamos uma staff que atendeu a toda a delegação e isto foi solicitação nossa a mesma. Apesar de indicada pela Carla, atendeu a todos e foi muito bem.
Sobre o passeio, tem que haver mais respeito com os profissionais. Levamos um fisioterapeuta, que teve uma participação importante nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, oriundo de Goiânia e com ótimos serviços prestados aos Paraolímpicos daquele estado. Um treinador, um staff e um chefe, que além das obrigações com a delegação, esteve fotografando e filmando tudo para melhorar a organização do Aberto Paraolímpico Brasília – Novembro de 2009.

b) Participação no Parapanamericano Venezuela – 20% (vinte por cento)

????????

R. CBTM – Basta olhar em notas oficiais.

c) Apoio no Circuito Copa Brasil (seis etapas) e Campeonato Brasileiro – 20% - (vinte por cento) - Somente para informação, o Brasileiro de Fortaleza teve um custo de aproximadamente R$ 300.000,00 e utilizamos do CPB somente R$ 40.000,00.

R: Só se foram gastos no geral, devido o evento ser para as duas categorias não vejo onde pode ser gastos tanto dinheiro, pois afinal temos a nosso favor apenas 1 dia de competição no meio da semana.
Não temos nada de especial a nosso favor exemplo nem agua mineral temos, sempre tem algum filtro no próprio local.

- Onde está os gastos ????

R. CBTM – Não se pode dissociar gastos de uma categoria com outra. Eram em torno de 120 atletas Paraolímpicos, daria para fazer o evento num só dia? Os gastos já estão explicados no meu blog. E sobre um dia sómente, é problema de cada um. Pois estava aberto para quem quisesse participar todos os dias. Além do aspecto confraternização já citado acima.

d) Treinamentos e Seletivas – 8% (oito por cento) - Muito em breve estaremos abrindo um
modelar Centro de Treinamento no Clube de Regatas Tietê – São Paulo, com investimentos de aproximadamente R$ 300.000,00, sem custos para o CPB. Será um espaço com acessibilidade e estará aberto para todos (mesas importadas, pisos, bolas em quantidade, preparador físico, fisioterapeuta, psicólogo, ortopedista, etc.). Haverão treinamentos contínuos, com treinadores e sparrings de alto nível para todos. Pretendemos ter um projeto de iniciação para atletas paraolímpicos. Posteriormente iremos integrar todos os principais centros do país e realizar treinamentos conjuntos, recebendo atletas de todos os estados.

R: Isso só poderemos avaliar depois que estiver acontecendo e com os benefícios que clubes e empresas podem tirar em descontos com IR etc... Muitos abrem espaços pois todos adoram ajudar os entre “” aleijadinhos...
R. CBTM – Em breve estaremos abrindo o Centro para todos e poderá avaliar. Já fizemos rampas para cadeirantes e faremos todas as adaptações necessárias para a plena utilização dos Paraolímpicos, que inclusive poderão treinar com os nossos melhores atletas Olímpicos. O Centro é Olímpico e Paraolímpico.

e) Pessoal e Custos Administrativos diversos (telefone, luz, aluguéis, água, cópias, manutenção de computadores, internet, manutenção da sede, etc.) – 30% (trinta por cento) É importante mencionar a dificuldade nas prestações de contas do CPB, e relembrá-los que a entidade anterior ficou vários meses inadimplente com o CPB por atraso nas prestações de contas e isto nunca aconteceu conosco; Onde cortar para apoiá-los em eventos? E vamos lembrar que temos no próximo ano o Campeonato Mundial na Coréia do Sul, que terá custos superiores ao Para-Pan na Venezuela.


R: Com todo os valores arrecadados de taxas inscrições e etc de clubes e atletas poderia muito bem pagar o custos administrativos diversos.
R. CBTM – Está tudo explicado no Blog, veja por favor.

5– EVENTOS NOS FINAIS DE SEMANA – Entendo as dificuldades, mas nossa intenção é otimizar os recursos dos paraolímpicos, onde poderiam jogar a sua categoria e mais dois eventos (rating e ranking) juntamente com os Olímpicos. Pagariam uma passagem e
participariam de três eventos, além da oportunidade de integração e convivência com atletas não deficientes, assunto tão discutido e propalado. Consultei vários treinadores e vários deles foram unânimes em dizer que jogar contra atletas não deficientes é importante, mas se entenderem que não é, podemos fazer as etapas paraolímpicas somente na sexta, sábado e domingo sem problemas. E instituir o Open tão solicitado por alguns ou não?


R: E PENSAR QUE TINHAMOS TUDO ISSO E MAIS UM POUCO POR APENAS R$ 40,00

PARTICIPAR DOS EVENTOS RATING E RANKING SERIA MENOS HUMILHANTE SE FOSSE DE GRAÇA, AFINAL PAGAR PARA LEVAR PAU É UM ABSURDO.

QUEREMOS SIM UM OPEN OFICIAL – APESAR QUE SE VOCÊS REPARAREM NOS ESTAMOS FAZENDO OPEN POR TABELA COM PONTUAÇÃO DESONROZA; JUNTAR CLASSE POR FALTA DE COMPETIDORES É UM OPEN (MAL FEITO MAS É).

R. CBTM – Estamos avaliando a organização do torneio no final de semana, possivelmente no sábado pela manhã. Mas isto só poderá ser feito para a temporada de 2010.


6– BOLSA ATLETA – Também muito bem respondido pela Carla. Mais é importante mencionar que somente criamos procedimentos e prioridades, caso o Ministério do Esporte não tenha recursos para conceder bolsas a todos. Não queremos tirar dinheiro de ninguém! Somente continuaremos a não permitir que atletas que não estejam em plena atividade esportiva recebam este recurso. A participação em pelo menos um evento nacional por semestre, além de ser pré-requisito para as seletivas, vale também para a manutenção do Bolsa-atleta.


Comentário: ASSUNTO QUE SE DIZ RESPEITO EXCLUSIVAMENTE PELO MINISTERIO DO ESPORTE.
R. CBTM – Você está enganado. Cabe a nós darmos as declarações e verificar se os atletas estão em atividade. Nós simplesmente estabelecemos critérios, no caso do Ministério não poder conceder bolsas a todos que pedem.


7– PRESTÍGIO INTERNACIONAL – Vocês não podem desconhecer o prestígio internacional que temos, principalmente depois que a ITTF assumiu o IPTTC. Agora mesmo o Edmílson foi indicado para Presidente do CPA e a CBTM foi consultada sobre isto, quando demos total apoio e estamos sempre abertos a colaboração. Já falei sobre o Aberto Paraolímpico do Brasil acima e pretendemos organizar todos os anos. Não usaremos recursos do CPB, teremos o apoio já confirmado do Governo do Distrito Federal. Temos membros em vários comitês da ITTF, como Nominação, Arbitragem, Ranking e Ciências do Esporte e eu sou diretor da mesma. São cinco pessoas trabalhando e a disposição dos Paraolímpicos, pois o lema é “UM SÓ ESPORTE, UMA SÓ FAMÍLIA”. É importante destacar que somente o Brasil em toda a América Latina tem membros eleitos para comitês da ITTF, basta verem o site da ITTF.

Comentário: Edmílson foi indicado por que realmente trabalha e sempre trabalhou desde a época da CBTMP.

R. CBTM – Além do mérito dele, a CBTM foi consultada para aprovar ou não o nome do mesmo. Na ITTF ninguém pode ocupar qualquer cargo ou posição se não tiver o apoio da federação nacional a qual ele pertence.

“UM SÓ ESPORTE, UMA SÓ FAMÍLIA” Alguem dentro da CBTM tem algum parente especial não precisa ser atleta paraolímpico. Não parece que tem, pois não conhecem os direitos deles e nem sabem como trata-los.

R. CBTM – Este slogan foi cunhado pela Federação Internacional e para entende-lo não precisa ter parente especial. Idem para os direitos dos mesmos.

8– PROJETOS SOCIAIS – Estamos desenvolvendo projetos em Nova Iguaçu, Niterói, Caxias, Igrejas Batistas e muito em breve no Engenhão com o Botafogo. Em todos eles os Paraolímpicos tem papel destacado.

R: Tudo que se trata de PARA OLIMPICOS sempre tem papel destacado, principalmente quando é para arrecadar votos, dinheiro, destaque e etc...
R. CBTM – Não é o nosso caso, estamos fazendo para massificar o esporte e para isto todos devem ser incluídos.

9– SESI – Temos um importante convênio assinado com o SESI, para todo o Brasil. Outro
benefício para todos.

Comentário: Parabéns pela iniciativa
R. CBTM – Grato pelos elogios.

10– IMPORTAÇÃO DE MATERIAL – Importamos diversos materiais e diversas associações Paraolímpicas estão aproveitando esta permissão de uso, entre elas a Associação de Goiás e a própria Soraia sempre adquire materiais conosco a preços bem mais baratos que o mercado.


Comentário: Parabéns pela iniciativa dela e a de vocês por concordarem.
R. CBTM – Grato pelos elogios.

11– PREMIAÇÃO EM DINHEIRO - Conforme foi mostrado acima, não existem recursos para pagamentos de prêmios em dinheiro nas etapas de Copa Brasil Olímpica e Paraolímpica. É dado o mesmo tratamento a todos.


Comentário: MEU DEUS - QUERO TRABALHAR NA CBTM – PARECE QUE O SALARIO É MUITO BOM.

R. CBTM – Não entendi, mas os salários da CBTM infelizmente ainda não chegam perto do CPB e estão dentro das faixas do mercado. O maior salário não passa de R$ 2000,00 por mês.


12- CRITÉRIOS SELETIVAS – Novamente peço que leiam o que a Carla falou: “Mas temos que ser justos. Pela primeira vez teve seletiva no tênis de mesa paraolímpico.” Raramente existia Seletiva na Confederação anterior. Adotamos o critério de formação de nossas seleções através de seletivas que são de direito dos atletas que obterem os melhores resultados nas etapas de Copa Brasil de sua região e duas vagas técnicas. O número de atletas que levamos para a participação em eventos internacionais com recursos do CPB depende da disponibilidade das verbas. Não devemos esquecer das últimas participações em Mundiais, em que levamos grandes delegações e tivemos resultados pobres.


Comentário: Lembrando da Carla, pra que seletiva só tem ela na classe 2 seletiva do que ??? piada né. Nada contra a Carla, mas ela só mostrou até agora que adorou a cbtm, afinal ela economizou no staf. Está dentro de qualquer campeonato, pois não tem concorrente certo.

MAS UM PEQUENO DETALHE - EM 2007 FOI FEITA UMA EXCELENTE SELETIVA. E AS DESPESAS FOI DO CPB.
Além de vcs não gastarem com a seletiva vcs ainda pegam o gancho da COPA para economizar...

R. CBTM – Nesta seletiva estamos utilizando o evento de Goiânia sim, pois prometemos organizar uma etapa da Copa Brasil em junho e não foi possível. Assim alguns atletas estariam prejudicados, pois contavam com esta etapa em Brasília para poderem acumular pontos para a seletiva. Estamos respeitando o que prometemos. Além disto o prazo final para as inscrições nominais para o Parapan da Venezuela está vencendo nesta semana.

13- SERÁ QUE ELES QUEREM ATLETAS PARAOLÍMPICOS?” - É bom lembrar que antes mesmo da fusão da ITTF com a IPTTC e a filiação da CBTM no CPB apoiamos a realização dos Jogos Parapanamericanos 2005 em Brasília, eventos regionais da ABRADECAR e o Mundial da Paz em 2005 no Rio de Janeiro. Vários atletas se preparam para eventos internacionais participando de eventos olímpicos das federações e da CBTM.
R: MAS TEM ALGUM CADEIRANTE NESTA RELAÇÃO?? .... PARABÉNS !!!!
R. CBTM – Grato pelos elogios, tinham vários cadeirantes.
14 - AVISO TARDIO - A respeito do aviso da CBTM a atleta Rosângela Dalcin ter acontecido apenas um dia antes da atleta viajar, porque recebemos o email de não comparecimento das atletas de sua classe com a mesma antecedência. Para as próximas convocações de seletivas definiremos um prazo de confirmação de participação com maior prazo do evento. Entramos em contato para ela não ter mais despesas, evitando assim que ela só fosse informada no momento do jogo.


R: ESSE CASO FOI UM ABSURDO E A ATLETA MESMO ASSIM TEVE PREJUIZO.
R. CBTM – Já devidamente explicado e se houve prejuízo para a atleta, estamos prontos para reembolsar o mesmo. Aguardo pronunciamento da atleta.


15- STAFFS - Sabemos das necessidades dos atletas paraolímpicos, principalmente os cadeirantes das classes 1 – 2. Já na participação do Circuito Europeu em 2009 levamos uma staff com todas as despesas pagas pela CBTM para dois eventos e um treinamento e está previsto levarmos staff para os Jogos Parapanamericanos da Venezuela e do Aberto Paraolímpico em Brasília, além de fisioterapeuta.

R: Já que tem tantos cursos, clinicas e etc ... na modalidade. A cbtm poderia promover alguem com a mesma competência e o mesmo atender a quem quer que seja em todas as competições seja Nacional ou Internacional. Seria uma pessoa HABILITADA.
R. CBTM – Boa idéia, iremos fazer isto sim.

16 - HABILITAÇÃO – Como qualquer profissional que atue na área de saúde, daremos prioridade aos melhores que estão no mercado e em nossa realidade financeira. Mas de forma alguma estamos fechados a receber sugestões de nomes para analisarmos, como fizemos no caso da indicação pela atleta Carla Azevedo da staff Elinete Silva, que atendeu aos atletas na delegação que participou dos eventos do primeiro semestre na Europa. Quando dizemos “HABILITAÇÃO” o objetivo é assegurar a segurança e um bom atendimento ao atleta.

R: Já que tem tantos cursos, clinicas e etc ... na modalidade. A cbtm poderia promover alguem com a mesma competência e o mesmo atender a quem quer que seja em todas as competições seja Nacional ou Internacional. - Seria uma pessoa HABILITADA.

R. CBTM – Já respondido acima, iremos fazer isto.

17- CADA UM PARA UM LADO – HOTEL – Vamos continuar a oferecer pacotes para clubes e atletas se hospedarem, como fizemos na etapa de Brasília da Copa Brasil e na Seletiva de janeiro.. Vários atletas durante a seletiva se hospedaram no San Peter, conforme a nossa indicação. Vai depender do interesse de cada clube e atleta aderir ao pacote ou não.

R: Quanto mais procura melhores preços – melhores condições – Olha o ouvidor ai
R. CBTM – Concordo, apesar de estarmos constatando a dificuldade em encontrar hotéis com quartos adaptados em todo o país. São muito poucos, mostrando que a acessibilidade tem que ser mais trabalhada no país.

18- IDADE – A idade no esporte paraolímpico no geral vem baixando. Um exemplo disto são os atletas brasileiros da natação e do atletismo. No Tênis de Mesa esta realidade já vem surgindo em outros países onde existem atletas mais novos de todas as classes. No caso do Brasil o processo de renovação passa pela participação nas Copas Brasil, onde os atletas mais novos têm oportunidade de competir com os mais experientes e conquistar a sua vaga.

R: PARABÉNS !!!! - UM FATO ONDE ABRIRAM MAIS PORTAS PARA OS PEQUENOS GRANDES ATLETAS PARAOLIMPICOS.

“ SER ATLETA PARAOLIMPICO NÃO TEM IDADE, POIS ACIDENTES E INCIDENTES NÃO TEM IDADE NEM DATA MARCADA PARA ACONTECER ”.
R. CBTM – Grato pelos elogios, concordo que não tem idade. Felizmente estamos acompanhando os bons resultados da Lei Seca, que tem evitado que mais pessoas se tornem portadores de deficiência.

19- OUVIDOR – a CBTM tem um canal aberto com todos os atletas, dirigentes e técnicos através do email cbtm@cbtm.org.br . A área técnica e eventos sempre está em permanente contato para que as tomadas de decisões levem em conta o interesse de todos. Para o regulamento geral de competições – 2010 (como sempre fizemos), estaremos divulgando Nota Oficial com um bom prazo para que possam enviar sugestões. O Edmilson, caso assim o deseje, que ocupa o mais importante cargo do TM Paraolímpico nas Américas, pode perfeitamente ser o Consultor dos atletas e da CBTM.

R: Seria interessante, desde que ele queira e que realmente tenha tempo, pois um ouvidor neste caso tem que gostar e ter acesso a internet praticamente em tempo integral; Tem que procurar o melhor para todos em todos os itens.
R. CBTM – Ok, estamos aguardando o pronunciamento do mesmo. Caso não aceite, estamos prontos a receber sugestão de outros nomes.


20- HOTEL ADAPTADO - A estrutura brasileira e até internacional não está preparada par oferecer grandes quantidades de vagas para pessoas portadoras de deficiência. Assim mesmo buscaremos sempre atender as necessidades do paraolímpico, como fizemos na Seletiva do primeiro semestre deste ano e no Brasileiro de Fortaleza. Eventos internacionais são organizados oferecendo estadia deficitária como a Copa Tango na Argentina, o Mundial na Suíça 2006 e o recente Aberto da Eslováquia.

R: É só seguir a LEI – e todos terão as adaptações necessárias (SIMPLES).
R. CBTM – Infelizmente não é tão simples como você fala. Mesmo em Brasília, capital do país, tem pouquíssimos hotéis com quartos adaptados. Estamos tendo sérios problemas para conseguir os 200 apartamentos necessários para o Aberto Paraolímpico a ser realizado em novembro do corrente ano.

21- CLASSIFICADORES - Estamos investindo também na formação de classificadores funcionais. Foi promovido um seminário de classificadores durante o Campeonato Brasileiro 2008, em Fortaleza. Trouxemos uma classificadora internacional argentina que capacitou cerca de 20 profissionais. Estamos investindo muito na Monique, inclusive está prevista a ida da mesma ao Para-panamericano Venezuela. Em breve poderemos ter pela primeira vez em nosso país uma Classificadora Internacional, o que facilitará muito o trabalho de todos, trazendo conhecimento qualificado e experiência, evitando assim injustiças em nosso meio. Lembrem-se do Para pan do Rio 2007, a situação do americano classe 9.


R: Já que tem tantos cursos, clinicas e etc ... na modalidade. A cbtm poderia promover alguem com a mesma competência e o mesmo atender a quem quer que seja em todas as competições seja Nacional ou Internacional.

Seria uma pessoa HABILITADA. Essa resposta corresponde ao item de nº 16

R. CBTM – Já fizemos um curso em dezembro do ano passado em Fortaleza, quando tivemos vinte participantes. Temos agora vários classificadores em muitos estados Brasileiros. Em breve faremos outro Curso, com o apoio da Federação Internacional, quando receberemos uma expert Mexicana.

“ Com isso dá para perceber que esse investimento do item 16 - também valeria a pena

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

A importância da qualidade

Muitos não dão valor ou importância as coisas que fazem. Publicam sem ler direito e cometem erros crassos ou de digitação, mandam documentos para uma lista e se esquecem de checar se enviou para todos, encaminham emails e não procuram saber se o destinatário realmente recebeu (com os spams, temos muitos filtros para evitar e com isto coisas boas se misturam com coisas ruins), não prestam atenção quando preenchem o endereço do email e colocam uma letra a mais, escrevem nomes de atletas estrangeiros sem verificar e erram, não limpam a caixa de entrada e começam a não responder os emails no prazo, etc. Poderia continuar citando inúmeros outros exemplos. Mas quero lhes mostrar algo mais impactante:

SE 99,9% DE QUALIDADE OCORRESSE...

  • 12 recém nascidos serão entregues para pais errados por dia;
  • UPS entregaria por dia 9.000 pacotes no endereço errado;
  • 2,5 milhões de livros teriam sido entregues com as capas erradas;
  • Dois vôos por dia pousariam mal só no aeroporto de Chicago;
  • 210 entradas no dicionário Aurélio estariam soletradas erradas;
  • 20.000 prescrições de remédios seriam feitas erradas este ano;
  • 880.000 dos cartões de créditos em circulação teriam informações magnéticas incorretas;
  • 291 operações para implantação de marca-passo cardíacas seriam feitas erradas por ano;
  • 1.000 exemplares da Folha de São Paulo por dia circulariam com um caderno faltando...

ISTO É BOM O SUFICIENTE????

Da próxima vez que for efetuar alguma ação, pense nisto e capriche mais!

O Mala e o Imperador

Pesquisas importantes de satisfação mostram que um cliente insatisfeito toma as seguintes atitudes:
1 em 17 - Toma alguma ação pública, que são: Busca reparação diretamente com o fornecedor, Toma alguma ação legal para reparação ou reclama junto a instituições privadas ou governamentais;
16 em 17 – Toma alguma ação privada, que são: Para de comprar ou boicota o fornecedor, contra recomenda o serviço ou o fornecedor OU Não toma ação alguma – neste caso começa a formar uma imagem ruim que o fará tomar alguma ação na próxima oportunidade em que não for satisfeito.
Vejam que interessante: Somente uma em cada 17 pessoas toma alguma atitude, quando não está satisfeito! Exatamente por isto a CBTM procura incentivar as sugestões e críticas, pois são poucos os que usam o seu precioso tempo para apontar erros e com isto fazer as coisas melhorarem.
Após analisarmos esta importante estatística temos insistido com os nossos parceiros no sentido de responder todas as críticas e sugestões em até vinte quatro horas e mudar a percepção de que quem reclama não é um MALA e sim um IMPERADOR.
Nomeamos inclusive o nosso primeiro Imperador, que é o nosso amigo Evaldo do Pará, que hoje colabora intensamente com a federação, que está entre as mais organizadas do país.
Pensem bem nisto, não fiquem bravos ou chateados com as pessoas que nos apontam erros, pelo contrário crie incentivos para que mais companheiros nos ajudem a crescer!

Domingo, 21 de Junho de 2009

Esclarecimentos ao Clube de Paraplégicos de São Paulo

Recebemos esta semana carta do Presidente do Clube de Paraplégicos de São Paulo e mais uma vez mostrando a nossa vontade de acertar e fazer crescer o TM Paraolímpico, estamos respondendo a mesma neste blog. Muitas dúvidas e críticas devem ser as mesmas de vários companheiros e inserindo no blog todos tem chances de conhecer a verdade e eventualmente usar os comentários para melhorá-las. Agradeço ao Sr. João Antonio Bentin, que dirige essa importante e conceituada instituição, por utilizar o seu precioso tempo para propôr idéias para a melhoria de nossa modalidade.

Ofício especial s/n°
Do Clube dos Paraplégicos de São Paulo – CPSP
Para Clubes e atletas praticantes do tênis de mesa paraolímpico
Assunto: Insatisfação com a gestão da CBTM com nosso movimento

São Paulo, 04 de junho de 2009.

Prezados Senhores


Após ler o pronunciamento do presidente da CBTM, Sr. Alaor Azevedo, em carta anexa a um e-mail, mais uma vez fico triste e desanimado com os rumos do tênis de mesa paraolímpico aqui no Brasil depois da modalidade ser assumida pela CBTM. Nossas lutas e conquistas obtidas durante anos foram todas perdidas SOMENTE nesta modalidade, depois que a CBTM passou a administrá-la. A diretoria do CPSP está pensando seriamente em retirar a modalidade do tênis de mesa do Clube caso não sejam mudadas as regras atuais que são totalmente fora da nossa realidade.
Foi muito fácil para a CBTM administrar o tênis de mesa paraolímpico hoje pois já estava estruturado com várias equipes praticando a modalidade no Brasil. Isso graças ao trabalho feito nos anos anteriores com grande dificuldade, com atletas “dormindo até em banheiros”, que lhes garantiu o direito de solicitar e receber a Bolsa-Atleta, o que faz com que tenham hoje recursos financeiros para participar dos campeonatos por ela organizados. Vale lembrar que hoje os atletas que participam das competições organizadas pela CBTM tem que pagar hotel ou alojamentos que antes eram gratuitos... Belo progresso que tivemos, né? Vai quem tem dinheiro.
Queria ver há cinco anos atrás quantos atletas iriam participar destes torneios organizados pela CBTM com essas taxas abusivas e custos elevados. Por que só no tênis de mesa temos que pagar além da inscrição, estadia, alimentação, e translado, enquanto em TODAS OUTRAS MODALIDADES paraolímpicas essas taxas e despesas não existem? Será que a CBTM não deveria ter pelo menos se informado como funcionava o movimento paraolímpico antes de assumir a modalidade e trazer grandes transtornos aos clubes e atletas?
Sabemos que os recursos que o CPB repassa para a CBTM são insuficientes para que ela organize os campeonatos nos fornecendo hospedagem, alimentação e translado, além de não cobrar taxa de inscrição. (grifo da CBTM)
O que ela deveria saber é que para assumir o tênis de mesa paraolímpico, ela deveria buscar patrocínio para a realização desses eventos como fazem TODAS as outras Entidades que trabalham com pessoas deficientes (físico, mental e visual). O CPB, por exemplo, buscou patrocínio junto à Caixa para organizar o Circuito de Natação, Atletismo e Halterofilismo. Por que a CBTM não faz o mesmo? Eu sei que é mais cômodo para a CBTM selecionar os atletas pela conta bancária do que buscar recursos permitindo assim a participação de todos.

RESPOSTA - Fico feliz em saber que estamos encontrando algum consenso com este importante Clube de São Paulo, pois na sua carta anterior era somente dissenso. V.Sa. já concorda que os valores recebidos pelo CPB são insuficientes para bancar hospedagem, alimentação e translado nos eventos nacionais. Sobre o patrocínio, estamos lutando há anos, da mesma forma que outros esportes de menor popularidade no país para isto, infelizmente com resultados ainda pobres. Participei de diversos seminários no país, onde expus a situação do esporte Brasileiro, que é uma verdadeira BELINDIA (expressão do passado que mostrava a grande injustiça social no país, alguns estavam na Bélgica e outros na Índia). A realidade é que seis modalidades detém quase 90% dos recursos públicos federais (Ministério do Esporte, Estatais e Lei Agnelo Piva), dentre as quais não está incluso infelizmente a nossa modalidade. É importante destacar ainda que estas modalidades, graças aos enormes recursos que recebem de entes públicos federais, possuem uma enorme capacidade de barganha para auferir recursos públicos municipais e estaduais. Eles já chegam com um patrocínio estatal e uma televisão paga com estes recursos, logo oferecem isto a um governo estadual ou municipal e é lógico que aceitam, pois terão divulgação garantida na mídia televisiva. O mesmo se passa com patrocínios privados, o poder de barganha é muito grande.
No entanto, quero esclarecer que estamos nos esforçando ao máximo para conseguir recursos e destaco as seguintes ações:

1. Temos três projetos aprovados na Comissão de Incentivos Fiscais do Governo Federal. É a Confederação Nacional com o maior número de projetos aprovados. São eles: Eventos Nacionais e Internacionais, Seleções Brasileiras Olímpicas e Paraolímpicas e Centro de Treinamento. Em todos eles o segmento Paraolímpico tem amplo destaque. Até o momento conseguimos captar R$ 300.000,00 para o Centro de Treinamento em São Paulo, que está localizado no Clube de Regatas Tietê. Já estamos iniciando uma escolinha com pessoas carentes da área, onde teremos alunos com deficiências e será o Centro Nacional de Alto Rendimento Olímpico e Paraolímpico, onde pretendemos iniciar treinamentos com atletas paraolímpicos e Olímpicos, promovendo ampla integração. É idéia também trazer jogadores “sparrings” de outros países para treinamentos conjuntos. Em julho estará tudo funcionando e aguardo a sua visita para discussão de projetos em conjunto. Estou encaminhando também para você os projetos aprovados, quem sabe pode nos ajudar na captação. Estes projetos podem ser enviados a todos os interessados em nos apoiar, basta enviar email para
marcelo@cbtm.org.br.
2. Contratamos um especialista em marketing, o Marcelo, que é professor da Universidade Estácio de Sá, que está formatando diversos projetos e acompanhando as diversas leis de incentivos fiscais no país, principalmente a Federal. Já estamos trabalhando para aprovar novos projetos para 2010 e 2011.
3. Contratamos o Sr. Jailson, que é gerente de projetos. Ele é o responsável por elaborar e acompanhar todos nossos projetos de incentivos fiscais, tanto nacionais quanto estaduais. Todos eles tem uma burocracia enorme e precisamos de um especialista nisto.
4. Enviamos projetos para a maioria dos órgãos estatais federais e estaduais, infelizmente com retorno negativo. Tenho ido a diversas reuniões para sensibilizar os patrocinadores, sem resultados até o momento. .
5. Estamos em negociações com o Sr. Andrew Parssons – Presidente do CPB, para incluir o Tênis de Mesa no Circuito Caixa, pelo menos nas etapas nacionais.
6. Importante destacar que os dois funcionários – Marcelo e Jailson, apesar de trabalharem para os segmentos Olímpicos e Paraolímpicos, são totalmente custeados com recursos próprios e do COB.

No período romântico do tênis de mesa, “onde se dormia até em banheiros”, havia “confraternização” e todos podiam participar, enquanto hoje se nivela os atletas pelo dinheiro ao invés do seu índice técnico. O que adianta ser um ótimo jogador se não tiver dinheiro para pagar as despesas da competição?
Lembro que neste período romântico e de “confraternizações” foram classificados para as paraolimpíadas da China mais de 10 atletas, graças aos seus esforços e de seus clubes. A CBTM recebeu essa boa herança quando assumiu, já com os atletas classificados e preparados para a paraolímpiada, e que conquistaram às suas custas medalhas inéditas para o Brasil na China. Me corrijam se estiver errado, mas acho que são medalhas inéditas no tênis de mesa olímpico ou paraolímpico. Pelo menos nesses últimos 40 anos que acompanho as olimpíadas nunca soube que um atleta olímpico do tênis de mesa tenha ganho alguma medalha. Ou será que essas medalhas que foram conquistadas pelos atletas paraolímpicos foi devido à importância da CBTM no cenário mundial?

RESPOSTA - Nunca afirmei que a medalha foi mérito somente da CBTM. Toda medalha tem uma série de responsáveis pela conquista, difícil mensurar o papel de cada um. São os pais, amigos, treinadores, médicos, preparadores físicos, nutricionistas, psicólogos, staffs, patrões (no caso das pessoas trabalharem), entidades de administração (onde se situa a CBTM e as federações estaduais e ligas), as entidades de participação – clubes, que também tem grande importância.
Em relação as medalhas Olímpicas, você tem inteira razão. Desde a introdução do nosso esporte nos Jogos Olímpicos em Seul – 1988, nunca ganhamos medalhas. Mas é importante mencionar os seguintes dados:
1. Desde que a Federação Internacional de Tênis de Mesa foi criada em 1926, somente em três oportunidades tivemos algum atleta ou dupla não pertencentes a Europa e Ásia entre os 16 melhores do mundo (Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos). Nos três casos foram Brasileiros, já sob o meu mandato: Claudio Kano (1987 – Nova Delhi), Hugo Hoyama (Jogos Olímpicos de Atlanta) e Thiago Monteiro/Gustavo Tsuboi (Mundial de Yokohama – 2009). Nesta última oportunidade, tivemos grandes chances de ganhar do Japão e quem sabe ganhar uma medalha. Ganhamos o primeiro set e estávamos ganhando o segundo por 8x5, perdendo posteriormente. Este segundo set poderia ter feito uma grande diferença. Esta dupla japonesa foi medalha de bronze no Mundial do Japão.

2. Importante mencionar ainda e você pode avaliar facilmente isto no site da ITTF – WWW.ittf.com, que dentre os 200 melhores do mundo no ranking mundial masculino, temos somente oito atletas (4%) fora do continente asiático ou europeu. Dos quais quatro são Brasileiros: Thiago Monteiro, Hugo Hoyama, Gustavo Tsuboi e Cazuo Matsumoto. Os outros são do Egito (dois), Nigéria e Austrália.
3. Finalmente e isto é do conhecimento de todos, somos Penta-Campeões Pan-americanos por equipes masculinas e temos o atleta (dentre todos os esportes e em toda a história) que conquistou o maior número de medalhas de ouro nestes Jogos – Hugo Hoyama, com nove medalhas de ouro!
4. Isto para demonstrar a dificuldade técnica do nosso esporte a nível mundial, onde temos um país – China, onde existem mais de 10 milhões de filiados e onde milhares de crianças saem de suas casas aos seis anos de idade e vão para escolas especiais. Nestes locais elas moram, estudam e tem treinamentos com condições espetaculares (poucos ginásios do mundo são iguais). Somente saem destas escolas para entrarem na Universidade. Alguns são campeões mundiais com 14 anos de idade, época que muitos atletas ainda estão engatinhando em nosso esporte. No entanto o Brasil tem um grande predomínio nos três continentes de menor força técnica (Américas, África e Oceania)

Quanto ao material que a CBTM tem como patrimônio, que gira em torno de 1,5 milhão de reais, foi todo comprado com recursos próprios? O que foi feito do material usado nos Jogos Pan-Americanos Rio-2007 cuja administração do tênis de mesa foi a cargo da CBTM? Foi a CBTM que pagou esse material na época ou foi pago com recursos do Governo Federal? E toda essa infra-estrutura que é feita hoje para um campeonato não é exclusivamente para nós, os atletas paraolímpicos, e sim para um campeonato de quatro dias onde utilizamos apenas um.

RESPOSTA - Tem inteira razão, parte do patrimônio veio dos Jogos Pan-americanos e Parapanamericanos, mas uma quantidade grande foi adquirida com recursos próprios e foi utilizada no histórico Campeonato Mundial de Veteranos realizado no Rio de Janeiro em maio de 2008 (com milhares de participantes e a única vez na história organizada na América Latina). Além disto temos outros materiais que são cedidos para entidades de prática, como pisos sintéticos que hoje estão na ENAP – Brasília, local em que treinam os principais atletas Paraolímpicos daquele estado. Em nosso Centro de São Paulo, teremos mesas aprovadas pela Federação Internacional e pisos de alta qualidade, tudo a disposição dos Paraolímpicos.
Quanto ao fato da infra-estrutura servir para o campeonato inteiro você tem inteira razão. Nós estamos otimizando recursos, pois dificilmente seria justificado transportar todo o nosso material (os melhores do mundo) numa carreta com um frete altíssimo para somente um dia de competição. É digno destacar ainda que os atletas paraolímpicos podem jogar o torneio das classes, mas podem participar de mais dois eventos nos dias seguintes (ranking e rating). Já expliquei isto na carta aos atletas, mas vou repetir: Nós consultamos diversos especialistas e todos foram unânimes em afirmar que é importante para os paraolímpicos jogarem contra os Olímpicos. Mas estamos dispostos a dialogar sobre isto sem problemas, jamais podem nos acusar de intransigência ou de não tentar encontrar caminhos.

Quanto a disputa de Open e Duplas, é melhor não fazer pois as inscrições passarão de R$60 para R$120, R$180 por atleta dependendo do número de provas que ele participará. E se for disputar o Absoluto, soma mais R$100. Não sei que justificativas a CBTM deu para as suas federações filiadas para aumentar 33,3% as inscrições (de R$45 para R$60) de um ano para outro.

RESPOSTA - Realmente o aumento foi este, mas estávamos há vários anos sem aumento, simplesmente corrigimos em nosso novo período de mandato pelos índices de inflação. A partir de agora faremos correções anuais pelo indíce de inflação, evitando assim estas correções de vários períodos.

Dos recursos vindos do CPB que se aproximam de 400 mil reais anuais, não é um gasto abusivo 30% para administração do tênis de mesa paraolímpico? Ou seja, 120 mil reais por ano ou 10 mil reais por mês numa Confederação que já possui toda infra-estrutura necessária para administração da modalidade? Na carta diz: aluguel, luz, telefone, manutenção de computadores, etc..Será que foi alugada uma nova sala só para o tênis de mesa paraolímpico? Ou a sede teve que mudar para um lugar maior pois não caberia a parte administrativa paraolímpica?

RESPOSTA - Boa pergunta. Vamos aos fatos:

· A CBTM tem hoje 18 funcionários, dos quais somente quatro são pagos pelo CPB: Líder de Seleções, Líder de Eventos, Coordenador Patrimonial (toma conta de um depósito de mais de 3000 metros quadrados, onde está todo nosso patrimônio) e o Coordenador de Eventos Internacionais. A Lei não nos permite pagar funcionários por duas entidades, logo escolhemos estes e dentro de um valor estipulado. Com todos os encargos trabalhistas, férias, décimo terceiro, tíquete alimentação, vale transporte e seguro médico, estes quatro funcionários custam menos que um diretor do CPB! E é importante mencionar que os outros quatorze funcionários, dentre eles pessoas que trabalham projetos sociais, marketing, projetos, finanças e contabilidade, imprensa, assessoria jurídica, relações externas, etc., são todos pagos com recursos próprios ou do COB. Ou seja, estamos promovendo sinergia e otimizando recursos, criando escala e conhecimento. Na realidade hoje basicamente só utilizamos os recursos do CPB para pagamento de pessoal, raramente utilizamos para outras despesas. Só mencionei aluguel, luz, telefone, manutenção de computadores para dizer a complexidade de nosso trabalho e os custos crescentes. Estamos a disposição para lhe mostrar a discriminação de nossas despesas e o nosso nível de organização, reconhecido por várias entidades nacionais e internacionais como um dos melhores do Brasil e do mundo. Além disto, as prestações de contas do CPB estão inseridas no site e você pode consultá-las sem problemas, além do CPB poder lhe fornecer todas as informações necessárias.

Necessitamos que nos seja restabelecido o que conquistamos nestes vários anos de luta, que é:
1- participar de campeonatos sem cobrança de taxa de inscrição;
2- ter alojamento, alimentação e translado gratuitos oferecidos pelos organizadores;
Isto, para quem está chegando agora como esta atual diretoria da CBTM que nada sabe sobre o desporto paraolímpico, é um direito nosso adquirido durante esses vários anos de luta, que não pode ser perdido por uma simples decisão administrativa.

RESPOSTA - Já foram amplamente explicadas acima nossas dificuldades de recursos e nosso trabalho na área de patrocínio. Nossos recursos são públicos, já explicamos item a item das despesas. Estamos a disposição para formatarmos parcerias e tentarmos aumentar os recursos e alcançar o que pede. Ou cortar despesas para viagens internacionais ou treinamentos ou seletivas, estou a disposição para discutir isto. Lembre-se no entanto que qualquer condição que dermos aos paraolímpicos temos que dar aos Olímpicos. Todos têm carências financeiras ou problemas sociais, sejam eles Olímpicos ou Paraolímpicos, isto não é exclusivo das pessoas portadoras de deficiência no país. Aliás a situação dos paraolímpicos, pelo menos no tocante a bolsa atleta do Ministério do Esporte é muito melhor que os Olímpicos. A proporção é de uma bolsa para os Olímpicos e sete para os Paraolímpicos. Além disto é importante mencionar que existem leis no país que dão aos Paraolímpicos o transporte interestadual gratuito, o que não existe para os outros. Isto diminui sensivelmente os custos de participação em eventos. Caso participem de somente um dia de competição (o que acho pessoalmente um desperdício de dinheiro) terão uma despesa de: 50,00 para inscrição, 30,00 para três refeições (chegando na véspera do evento – jantar, almoço e jantar), 50,00 para uma diária de hotel em quarto duplo e em torno de 30,00 para transporte interno. Isto dá o valor de 160,00. No caso dos atletas que tem bolsa Internacional, dá em torno de 10% do valor da bolsa de um mês e nos que tem bolsas nacionais em torno de 20%. Da Olímpica isto representa em torno de 5%. Como as pessoas podem participar somente de três competições em sua área e um Campeonato Brasileiro, os valores citados são minúsculos. Ou seja: R$ 640,00 por ano!
· Bolsa Nacional = 750 x 12 = 9000,00 – despesa com eventos nacionais é igual a 7% do valor;
· Bolsa Internacional = 1500 x 12 = 18.000,00 – despesa com eventos nacionais é igual a 3,5% do valor;
· Bolsa Olímpica = 2500 x 12 = 30.000,00 – despesa com eventos nacionais é igual a 2% do valor.

É importante mencionar que muitos não participarão das três etapas do Circuito Copa Brasil e existe a possibilidade também de participarem de mais dias no Campeonato Brasileiro. Seja com for, os valores são insignificantes perante a Bolsa Atleta Nacional. Isto sem considerar as outras bolsas que muitos ganham dos governos estaduais e de estatais como Petrobrás.

Cabe então aos clubes apoiarem aqueles que não tem bolsas, o que é um número bem pequeno. Possivelmente estes que não tem bolsas, também não tem nível ainda para participar do Circuito Copa Brasil, devendo primeiro adquirir experiência em eventos estaduais, onde os custos são muito menores.

Vi no site do Ministério dos Esportes (www.esporte.gov.br) no setor de atas, que vários projetos da CBTM foram reprovados. Tenho certeza que se for feito um projeto para um campeonato de tênis de mesa paraolímpico com despesas administrativas (arbitragem, locação, custo de instalação, etc.), estadia, alimentação e translado, seria facilmente aprovado desde que não seja superfaturado. A CBBC (Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas) acabou de ter um projeto aprovado de mais de 1,6 milhão de reais para a realização dos campeonatos regionais de basquetebol em cadeira de rodas. Com todo o nome e prestígio que tem a CBTM, não terá dificuldade nenhuma em buscar esses recursos nas empresas. É só querer fazer.

RESPOSTA - Já expliquei acima que temos três projetos aprovados, a Confederação que tem mais projetos aprovados dentre todas. E em todos os projetos os Paraolímpicos estão contemplados. Vamos trabalhar juntos e usar nossas energias e tempo para o melhor desenvolvimento do Paraolímpico!
Quanto aos vários projetos reprovados, na realidade foram dois: Sacando para o futuro Minas Gerais e Sacando para o futuro Rio de Janeiro. São projetos educacionais, visando a massificação e encontramos um funcionários intransigente na Secretaria especializada que criou todo o tipo de dificuldade para nós. Estamos desenvolvendo um projeto semelhante em Nova Iguaçu e Caxias e após um período de experiência, teremos como cumprir todas as exigências. Estamos já preparando um projeto para 2010 e 2011.

Participei da Assembléia de eleição da nova diretoria da ANDE (Associação Nacional de Deficientes) e no Circuito Caixa etapa São Paulo, ambas no mês de maio, e conversando com presidentes de vários clubes que praticam tênis de mesa paraolímpico, percebi a grande insatisfação devido às mudanças feitas pela CBTM no tênis de mesa paraolímpico que vem trazendo sérios prejuízos aos clubes e atletas com despesas que antes não existiam. Numa reunião com a nova diretoria do CPB aberta aos participantes do Circuito Caixa, foi solicitada ao novo presidente, sr. Andrew Parsons, (que apoiou aprovação da filiação da CBTM ao CPB) providências junto a CBTM para que ela seja adequada ao movimento paraolímpico. Também na assembléia da ANDE foi exposto este grande problema que tem que ser resolvido para o bem do nosso tênis de mesa.

RESPOSTA - Seria importante juntarmos forças e solicitar ao Presidente do CPB que inclua o tênis de mesa no Circuito Caixa, já estamos em tratativas, mas o apoio de vocês seria muito importante.

No período romântico do tênis de mesa paraolímpico os atletas gastavam o que ganhavam na Bolsa-Atleta para participarem de campeonatos internacionais melhorando suas posições no ranking internacional. Hoje estes mesmos atletas têm que gastar estes recursos financeiros provenientes da Bolsa-Atleta para poderem participar de campeonato nacionais, não sobrando assim verbas para custear os internacionais. Vamos esperar 2012 em Londres para ver REALMENTE o benefício que a CBTM trará para o nosso tênis de mesa paraolímpico, pois na China, isto dito por todos os atletas e clubes, ela não teve mérito nenhum pois já pegou os atletas classificados e treinados.

RESPOSTA - Já explicado acima, que o percentual que os atletas tem que gastar com os recursos da bolsa atleta é minúsculo, sobra dinheiro suficiente para participarem de eventos internacionais e outras ações de desenvolvimento


Atenciosamente


João Antonio Bentim
Presidente do CPSP


Espero ter respondido as perguntas, mas continuo a disposição para esclarecer outras dúvidas, contribuindo assim para a democracia esportiva e o crescimento de nossa modalidade!

Alaor Azevedo - Presidente da CBTM

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Gastos no Campeonato Brasileiro de Fortaleza - 2008

Novamente o anonimo, que se institula: veteranocheguevara, escreve para dizer inverdades e mostra total desconhecimento das ações. Eis o que ele reclama (novamente frases desrespeitosaas foram excluidas):


" c) Apoio no Circuito Copa Brasil (seis etapas) e Campeonato Brasileiro – 20% - (vinte por cento) - Somente para informação, o Brasileiro de Fortaleza teve um custo de aproximadamente R$ 300.000,00 e utilizamos do CPB somente R$ 40.000,00. Sobre este item:O QUE FOI GASTO EM BENEFICIO DIRECIONADO AOS ATLETAS PARAOLIMPICOS????1 - O MESMO EVENTO FOI FEITO JUNTO AOS ATLETAS OLIMPICOS;2 - TODOS ATLETAS ASSUMIRAM TODAS AS DESPESAS POR CONTA PROPRIA;* INSCRIÇÃO* PASSAGEM* TRANSLADO* HOSPEDAGEM* REFEIÇÕESA CBTM NÃO ASSUMIU NADA DESSES CUSTOS.TUDO QUE PODEMOS VER E OBSERVAR DENTRO DO QUADRO DE PATRIMÔNIO SÃO MATERIAIS E EQUIPAMENTOS QUE JÁ TINHA SIDO USADO EM OUTROS CAMPEONATOS DA COPA BRASIL.QUAL FOI O CUSTO ????ONDE FOI GASTO R$ 40.000,00 ???"

1 - O anonimo desconhece que o Campeonato Brasileiro foi o maior evento de todos os tempos, com aproximadamente 650 atletas inscritos (sendo 520 Olímpicos e 130 Paraolímpicos). Utilizamos 30 mesas para jogo e 10 para treinamento, todas importadas e aprovadas pela Federação Internacional.

2 - Vou citar alguns itens de despesas (todas devidamente contabilizadas)

Frete do material técnico - R$ 25.000,00;

Hospedagem da arbitragem (aproximadamente 40 árbitros), Comissão Organizadora dos participantes do Curso de Classificação Funcional (professora Argentina) - R$ 20.000,00;

Alimentação da arbitragem, Comissão Organizadora e participantes do Curso de Classificação Funcional - R$ 10.000,00;

Transporte Interno da arbitragem, comissão organizadora e participantes do Curso de Classificação Funcional - R$ 5000,00;

Remuneração da arbitragem e ajudantes - R$ 20.000,00;

Passagens terrestres e aéreas dos árbitros, Comissão Organizadora e da Professora do Curso de Classificação - R$ 40.000,00;

Back-drop, podium (inclusive preparado para cadeirantes) e adesivos dos separadores - R$ 5000,00;

Medalhas e Troféus - R$ 8000,00;

Remuneração da Comissão Organizadora - R$ 13.000,00;

Material de Consumo, reforço de iluminação, fechamento e outros - R$ 13.000,00.


3 - Tivemos outras despesas relacionadas ao Torneio Rei das Américas, realizado simultâneamente ao evento Nacional, que estou discriminando separadamente, que não teve a participação direta dos Paraolímpicos, mas estes tiveram oportunidade de ver e admirar a categoria de vários atletas de alto nível, inclusive o atual Campeão Pan-Americano Individual - o dominicano Lin Ju. Além de Hugo Hoyama, o maior medalhista dourado da história dos Jogos Pan-americanos de todos os esportes, Cazuo Matsumoto, Marcos Madri e Eric Mancini, dentre outros.

Passagens Aéreas Nacionais e Internacionais - R$ 38.000,00
Produção do programa para a TV Record News - R$ 30.000,00
Ajuda de custos Atletas - R$ 10.000,00

3 - Fizemos exibições em dezenas de escolas públicas no Ceará, o que já é comum em nossos eventos, sendo que posteriormente doamos 40 mesas para as escolas:

Custo da equipe de exibições e do frete para levar o material as escolas - R$ 6500,00
Compra das mesas - R$ 15.000,00
Camisetas para as crianças das escolas - R$ 7000,00

Então para um evento que custou quase R$ 300.000,00, o CPB só apoiou com R$ 40.000,00. Isto não é bom?

4 - Patrimônio - Em nenhum momento falei sobre custos com o material, simplesmente disse que temos este material e que isto tem sido muito importante no sucesso dos eventos e que foi fundamental para conseguirmos a sede do Aberto Paraolímpico do Brasil - Fator 40, que será realizado em Brasília no mês de novembro próximo. Serão somente três no mundo: Eslováquia, Eslovênia e Brasil!

RESPOSTA A UM ANONIMO

Recebemos um comentário de um anonimo, que tem o codinome: "Cheguevara Veterano"
Eis seus dizeres:

"Tudo que foi escrito em 15 de junho de 2009 no comentário feito pelo próprio presidente como PERGUNTA foi elaborado pela própria CBTM, e um detalhe " uma discussão sempre tem dois lados, e com certeza cada um conta sua versão que lhe é mais apropriada". e a RESPOSTA que o presidente forneceu simplesmente foi utilizado de forma equivocada, o que foi escrito por alguns atletas; ou seja tem alguns comentários que foram direcionados de maneira contraria do que realmente queria ter sido mostrado." (Parte dos seus dizeres, por serem desrespeitosos, foram excluidos). "

1 - É lamentável que as pessoas se escondam no anonimato para atacar a honra dos outros e das entidades. Isto é covarde, podre e deplorável! Bem no estilo do passado, para evitar o diálogo e a democracia. Realmente coloquei no Blog do Presidente as respostas aos atletas Paraolímpicos, exatamente as mesmas que estavam no email enviado a todos que fizeram reivindicações. Para que elas tivessem coerência, tive que formular perguntas que se encaixassem nas respostas. Pois muitos que iriam ler, os mais de 5500 pessoas que acessam diariamente o nosso site, pudessem entender o que se passa. Eu não podia inserir as dezenas de páginas de perguntas feitas, isto é impraticável e muitas não faziam sentido. Tive muitas dificuldades em responder todas as perguntas, mas dediquei várias horas para isto ocorrer, sempre no sentido de respeitar quem reivindicou. De qualquer maneira peço que as pessoas que fizeram as sugestões e críticas e não estão satisfeitas, que enviem novamente as perguntas e irei responder uma a uma.
2 – Sobre a questão do mandato, quero dizer que fui eleito durante vários anos de forma democrática e legal, sempre por aclamação.